A CazéTV afirmou que ainda não foi notificada pela Justiça do Rio de Janeiro sobre a decisão que determina a penhora dos pagamentos destinados ao senador e ex-jogador Romário (PL) por sua atuação como comentarista esportivo durante a Copa do Mundo de 2026.
A medida judicial, divulgada nesta quinta-feira (9), prevê que os valores sejam utilizados para quitar parte de uma dívida milionária decorrente de um processo por descumprimento contratual que tramita desde 2011. Segundo a decisão, a remuneração que Romário receberia da CazéTV pelas participações nas transmissões da Copa deverá ser bloqueada para o pagamento da dívida, que atualmente soma R$ 32,4 milhões, conforme os autos do processo.
Ainda de acordo com a decisão judicial, o senador optou por devolver parte do valor referente aos dias em que permaneceu nos Estados Unidos durante a cobertura do Mundial.
Em nota, a CazéTV informou que não recebeu qualquer notificação oficial sobre a determinação e, por isso, ainda não adotou nenhuma providência relacionada ao caso.
Dívida teve origem em disputa contratual
O processo contra Romário teve início em 2011 e foi movido pela empresa Koncretize, em razão de um descumprimento contratual envolvendo a gestão de um bar. Na ocasião, o ex-jogador chegou a firmar um acordo no valor de R$ 1,5 milhão. No entanto, segundo o processo, o pagamento não foi realizado, fazendo com que a dívida aumentasse ao longo dos anos. Hoje, o débito ultrapassa os R$ 34 milhões.
Como parte das medidas para garantir o pagamento, a Justiça já determinou anteriormente a penhora de bens de Romário, incluindo uma lancha e veículos de luxo. Agora, os valores que seriam pagos pela CazéTV também passaram a ser alvo da execução judicial.
Cobertura do Rômário na Copa foi marcada por polêmicas
A participação de Romário como comentarista da Copa do Mundo também gerou repercussão fora das transmissões. Durante a cobertura nos Estados Unidos, o senador foi flagrado em uma festa em Miami no dia 24 de junho. Na ocasião, ele ainda não havia solicitado licença do mandato parlamentar e continuava recebendo o salário bruto de senador, de R$ 46.366,19.
Após a repercussão do caso, Romário anunciou que abriria mão da remuneração como senador durante o período em que permanecesse nos Estados Unidos acompanhando a Copa do Mundo.
Na ocasião, o parlamentar afirmou que continuaria exercendo o mandato de forma remota, por videoconferência, e que pretendia participar das votações no Senado, incluindo a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.