
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) começou a analisar uma proposta que entra num assunto que virou febre nas redes: o uso do Mounjaro (tirzepatida) fora do acompanhamento médico, principalmente com foco em emagrecimento rápido e estética.
O Projeto de Lei nº 7075/2026, apresentado pelo deputado Danniel Librelon (líder do Republicanos), institui uma campanha de conscientização e orientação sobre o que o texto chama de “uso indiscriminado” do medicamento no Estado do Rio de Janeiro.
Na proposta, o Mounjaro é descrito como um remédio aprovado para diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para obesidade, mas que tem sido usado “sem supervisão profissional” por pessoas que buscam perder peso em pouco tempo. A campanha, segundo o projeto, teria como objetivo principal alertar a população sobre riscos e consequências da má administração do medicamento.
O texto abre espaço para uma série de ações de comunicação. Entre elas, divulgação de conteúdo informativo em redes sociais, TV, rádio e mídia impressa, além da produção de vídeos e cartilhas com alertas. Também prevê cartazes explicativos para serem afixados em estabelecimentos que comercializam o medicamento.
A proposta ainda diz que o Poder Executivo poderá atribuir à Secretaria de Estado de Saúde a implementação e a coordenação da campanha. As despesas, segundo o projeto, correriam por conta das dotações orçamentárias previstas para a própria secretaria.
Na justificativa, Danniel Librelon afirma que o medicamento ganhou enorme visibilidade e que isso gerou uma corrida por uso “sem real necessidade”, muitas vezes por motivos estéticos. O texto menciona que notícias sobre reações negativas após a utilização têm circulado e cita possíveis consequências do uso incorreto, como pancreatite, problemas biliares, perda de massa magra e efeitos gastrointestinais.
O projeto também sustenta que, sem mudança de estilo de vida e sem um plano orientado, a interrupção do medicamento pode levar à recuperação rápida do peso perdido. A lógica da campanha, segundo a justificativa, seria deixar mais claro que o remédio é uma ferramenta de tratamento, não um atalho sem risco nem um resultado garantido.