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Alerj tem tentativa de invasão em discussão de veto a passaporte da vacina

Um grupo de manifestantes entrou em confronto com seguranças da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (8), em meio à votação de um projeto de lei que criminaliza o passaporte da vacina no Rio de Janeiro.

Tudo começou quando um grupo de manifestantes favoráveis ao projeto tentou entrar na galeria da Alerj. Acontece que o limite de 70 pessoas estabelecido pela presidência já tinha sido alcançado. Apesar da recusa dos seguranças, os manifestantes tentaram furar o bloqueio e houve confusão, empurra-empurra e bate-boca. Nas imagens é possível ver algumas pessoas sendo empurradas, agarradas e perseguidas por seguranças e outras avançando contra o cordão de isolamento.

Quando a confusão começou, o presidente da Assembleia, André Ceciliano (PT), disse que retiraria as pessoas da galeria superior ao plenário. “Vamos ter calma, se continuar vou parar a sessão. É proibido ficar na galeria sem mascara. Vou acionar a seguraça e vocês vão ser retirados”, afirmou no microfone. Ele ameaçou retirar o projeto da pauta, mas isso não aconteceu.

Ceciliano viajou a Brasília e a deputada Tia Ju (Republicanos) assumiu a presidência. Ela chegou a interromper novamente a sessão depois de um bate boca entre deputados favoráveis e contrários ao projeto. Por quatro votos a três, o projeto teve sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça, mas teve parecer desfavorável na Comissão de Saúde.

A todo momento, pessoas contrárias ao passaporte da vacina e à vacina em si vaiaram e aplaudiram as discussões da galeria, mesmo depois da confusão. No início da noite, o plenário foi esvaziado e restaram apenas deputados bolsonaristas favoráveis ao projeto, que acabou recebendo 57 emendas, que nesse caso funcionam como mecanismo pra dificultar a votação. O departamento de comunicação da Alerj disse que não há previsão de data para ele voltar à pauta.

A CNN apurou que, pelo fato de a confusão não ter tido feridos e nem dilapidação de patrimônio público, a Alerj decidiu não registrar boletim de ocorrência. Em nota, ela afirmou que um grupo de manifestantes “foi impedido pela segurança da Casa porque o limite máximo de ocupação das galerias estabelecido pelo Corpo de Bombeiros já tinha sido atingido e muitos estavam sem máscaras”. “No dia anterior à votação do projeto, a presidência da Alerj combinou com os autores que a votação só poderia ser acompanhada da galeria se respeitassem o uso de máscaras e o limite de pessoas. A confusão foi contida e a sessão prosseguiu com a discussão do projeto pelos deputados”, completa o comunicado.

O projeto prevê que ninguém seja proibido de acessar qualquer lugar, público ou privado, em decorrência da escolha de não se vacinar e proíbe a exigência do comprovante de vacinação por autoridades públicas ou superiores hierárquicos na iniciativa privada. A proposta inclui multa de R$ 2.964 a R$ 37.050 pra quem exigir o passaporte da vacina.

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