
A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, no último sábado (14/02), durante a segunda noite de apresentação das escolas de samba da Série Ouro, um espaço de convivência para filhos e filhas de 4 a 12 anos de ambulantes que trabalham no entorno da Marquês de Sapucaí. O serviço, comandado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), funciona no EDI Rachel de Queiroz, na Avenida Presidente Vargas, próximo ao Sambódromo.
Das 18h às 6h, 19 crianças foram recebidas no local. Elas brincaram, participaram de atividades culturais, se alimentaram e descansaram. O mesmo ocorreu na noite de domingo (15/02), quando teve início as apresentações das agremiações do Grupo Especial. Vale ressaltar que são 50 vagas disponíveis por noite, em todos os dias de desfiles na Sapucaí, inclusive no Sábado das Campeãs (21/02).
De acordo com a Prefeitura, o espaço de convivência ajuda a prevenir a exploração de mão de obra infantil e dá tranquilidade aos ambulantes para trabalhar, enquanto as crianças ficam protegidas e acolhidas. Na primeira noite de funcionamento, a secretária de Assistência Social do Rio, Martha Rocha, visitou o local e conferiu de perto o funcionamento.
”As nossas equipes circulam nos arredores da Sapucaí e oferecem o serviço, sempre que identificam a necessidade. Os próprios ambulantes podem procurar os nossos profissionais, identificados com colete da SMAS, ou levar seus filhos e suas filhas direto ao EDI, que fica bem pertinho de onde trabalham”, disse.
Identificação de crianças e adolescentes
Na noite de sábado e na madrugada de domingo, a SMAS cumpriu mais uma etapa da campanha ”Proteger é o Nosso Enredo”, criada para o Carnaval 2026. A secretaria distribuiu quase 700 pulseiras de identificação a crianças e adolescentes. Foram 452 na Avenida Intendente Magalhães, durante desfile da Federação de Blocos; 200 no Parque Realengo Susana Naspolini, que tem programação com bandas ao vivo, DJs e blocos; e 44 na Sapucaí, num total de 696 identificações.
A ação de identificar crianças e adolescentes permite o rápido reencontro, caso algum deles se perca, e garante mais segurança e tranquilidade às famílias, já que na pulseira constam nome e telefone dos pais ou responsáveis. A iniciativa – que começou na noite de sexta-feira (13/02), quando foram distribuídas 202 pulseirinhas – será repetida na Sapucaí, na Intendente e no Parque Realengo Susana Naspolini até o fim do Carnaval.
Segurança na dispersão
Na Sapucaí, a SMAS realiza também a campanha ”Dispersão Não é Lugar de Diversão”, voltada à prevenção de acidentes com crianças na Praça da Apoteose. Educadores e assistentes sociais orientam pais e responsáveis sobre os riscos da permanência de crianças na área de dispersão, onde há circulação de carros alegóricos e guindastes.
Além de todas essas iniciativas no Carnaval, a SMAS atua na abordagem social de pessoas em situação de vulnerabilidade; na busca ativa por crianças e adolescentes perdidos; no acolhimento institucional temporário, quando necessário; e na promoção das campanhas de erradicação do trabalho infantil e de enfrentamento à violência sexual.