quinta-feira, 16 de abril de 2026 - 2:11

  • Home
  • Rio de Janeiro
  • Ambulatório Identidade, da Uerj, é um dos finalistas do 7º Prêmio Espírito Público

Ambulatório Identidade, da Uerj, é um dos finalistas do 7º Prêmio Espírito Público

Ambulatório da UERJ / Foto: Divulgação e O Globo

O 7º Prêmio Espírito Público tem o Ambulatório Identidade, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) como um dos 14 finalistas. A premiação, uma iniciativa do Instituto República.org, reconhece profissionais e projetos destacados no serviço público e é uma referência nacional no atendimento especializado a pessoas transgênero, travestis e não binárias. A votação popular para escolher o vencedor geral está em andamento e pode ser feita no site do instituto.

Com atendimento em mais de dez especialidades médicas, o Ambulatório Identidade foi inaugurado em 2022. O ambulatório atende a cerca de 500 pessoas e funciona na Policlínica Piquet Carneiro, no Maracanã; e no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, ambos da Uerj.

Ao jornal O Globo, a assistente social e coordenadora técnica do serviço, Márcia Brasil, afirmou que o reconhecimento do projeto é o símbolo de uma luta pelo reconhecimento dos direitos dessas populações:

“O sofrimento de uma mulher com câncer de mama mobiliza. No entanto, a dor daqueles homens trans que querem tirar as mamas, não. O ambulatório é uma vitória para essa parte da população, mas também para a sociedade”, disse ao veículo, Márcia, que atua no serviço público há 25 anos.

Desde 2003, a Uerj atende pessoas trans, quando o Pedro Ernesto começou a realizar cirurgias de redesignação sexual; sendo uma das pioneiras no Brasil. Em 2008, a Uerj ganhou a habilitação oficial para atuar nas modalidades clínica e cirúrgica.

Apesar dos avanços, profissionais e público atendido enfrentam desafios persistentes. Entre eles a transfobia institucional, que impede a ampliação da oferta de serviços especializados. Apenas três municípios fluminenses têm unidades destinadas ao atendimento da população trans, como explicou Márcia Brasil:

“Várias cidades não querem instalar os serviços por questões ideológicas. Administradores conservadores não querem ter seus nomes vinculados a questões de ideologia de gênero”, disse ela.

O Ambulatório Identidade tem assegurada a continuidade dos serviços e a sua autonomia graças uma gestão compartilhada por um colegiado formado por representantes de diferentes setores. O projeto conta com a parceria da Defensoria Pública, da Secretaria de Saúde e de entidades de direitos humanos, para levar o modelo para outras cidades fluminenses.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Rio tem mais de 1 milhão de famílias atendidas pelo Gás do Povo em abril

Crédito: Ricardo Botelho/MME Um lavamento realizado pelo Governo Federal mostra que, em abril, o programa…

Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6×1

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de…

OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas

Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas…

Ir para o conteúdo