quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 - 6:46

  • Home
  • Rio de Janeiro
  • André Ceciliano foi condenado no ‘escândalo dos sanguessugas’, mas não está inelegível

André Ceciliano foi condenado no ‘escândalo dos sanguessugas’, mas não está inelegível

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou nessa quarta-feira (25/02) a Ação Civil de nº 0028646-36.2009.4.02.5101/RJ e condenou o ex-deputado e hoje assessor da Presidência da República, André Ceciliano (PT), junto com outros réus.

A condenação refere-se ao episódio que ficou conhecido nacionalmente como “o escândalo dos sanguessugas”, no qual empresas e integrantes do “grupo Vedoin” venderam ambulâncias e UTIs móveis a várias prefeituras no Brasil.

A decisão tem 134 páginas e o voto do relator, desembargador federal Ricardo Perlingeiro, foi acompanhado pela unanimidade da turma.

Em nota, a defesa de André Ceciliano declarou que “informações divulgadas a respeito da decisão que manteve parcialmente a sentença condenatória“.

Leia o comunicado na íntegra

Em primeiro lugar, é incorreta a informação de que há inelegibilidade. A decisão em questão não gera inelegibilidade. A condenação foi fundamentada exclusivamente no artigo 10 da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), sem qualquer reconhecimento de enriquecimento ilícito.

A Lei Complementar 64/90 (Lei da Ficha Limpa) exige, para fins de inelegibilidade, a presença simultânea de ato doloso, lesão ao erário e enriquecimento ilícito — requisitos que não estão presentes neste caso.

Além disso, não há trânsito em julgado da decisão quanto à suspensão de direitos políticos.

A defesa também destaca que os mesmos fatos já foram analisados em outras instâncias, com decisões favoráveis.

No âmbito do Tribunal de Contas da União, o processo foi arquivado, inclusive com parecer técnico apontando a impossibilidade de comprovação de dano.

Na esfera penal, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região absolveu o acusado por unanimidade, em decisão já definitiva, reconhecendo a inexistência de provas de qualquer ilícito.

A defesa recorrerá da decisão, apresentando todos os recursos cabíveis.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

PL antifacção deixa de fora “andar de cima” do crime, diz Sarrubbo

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados para o Projeto de Lei Antifacção dificultará a…

Cobertura vacinal contra HPV atinge 95,81% na capital paulista

A cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) atingiu 95,81% de alcance entre adolescentes de…

CET-Rio Implementa Plano Especial de Trânsito

Neste domingo, dia 1º de março, o acesso ao Maracanã será restrito devido ao clássico…

Ir para o conteúdo