
O governador Cláudio Castro (PL) confirmou, nesta quarta-feira (28), mudanças no comando do Rioprevidência, autarquia responsável pelo pagamento de pensões e aposentadorias dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. As trocas ocorrem poucos dias depois de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que investiga aplicações do fundo no Banco Master. As informações são da Folha de São Paulo.
No Diário Oficial, Castro exonerou Alcione Soares Menezes Filho do cargo de diretor de administração e finanças. Para a mesma função, nomeou o servidor Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso. Com a nomeação, Cardoso também passa a acumular a condição de diretor-presidente interino do órgão.
A mudança tem base no regimento interno do Rioprevidência. Pela regra, quando há falta ou impedimento do diretor-presidente, quem assume é justamente o diretor administrativo e financeiro. É o cenário que se abriu com a saída do presidente anterior.
Deivis Marcon Antunes atuava como diretor-presidente até sexta-feira (23), quando foi alvo de busca e apreensão na operação da PF. Ele pediu demissão e foi exonerado pelo governador no mesmo dia.
Além disso, Castro nomeou Gilson Felix da Silva como diretor de investimentos do fundo. Ele substitui Eucherio Lerner Rodrigues, que já havia deixado a autarquia e também foi alvo da operação na sexta-feira. Outro investigado citado no caso é Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-gerente de investimentos.
A investigação mira aplicações de cerca de R$ 970 milhões em títulos sem garantia do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.