
As chuvas que caíram na cidade nos últimos dias levaram ao acúmulo de lixo no Canal do Mangue, na Av. Francisco Bicalho, Região Portuária da capital. Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), aproximadamente 100 toneladas de resíduos devem ser retirados do canal. O trabalho teve início nesta terça-feira (6) e deve se estender até o fim da semana.
Geralmente, a remoção de resíduos na Av. Francisco Bicalho é realizada de forma manual, mas diante de grande quantidade de lixo acumulada, as equipes do Inea, com engenheiros e assistentes técnicos, tiverem que acionar maquinário específico para a operação. Entre os resíduos mais encontrados estão lixo doméstico, além de um volume expressivo de galhos e troncos de árvores.



Segundo o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, o acúmulo de lixo na região demonstra a eficiência das ecobarreiras, que têm como função impedir que os detritos cheguem à Baía de Guanabara:
“O volume recolhido é consequência das fortes chuvas dos últimos dias e mostra que as ecobarreiras estão cumprindo seu papel de reter os resíduos antes que cheguem à Baía de Guanabara. As equipes seguem atuando diariamente para garantir a retirada e a destinação correta desse material”, afirmou Rossi.
Após a retirada dos resíduos, os caminhões carregados seguem para um centro de tratamento de resíduos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde é feito o descarte adequado e de onde voltam para dar prosseguimento às operações. Faz parte da rotina de manutenção ambiental do território fluminense, o recolhimento diário de resíduos em canais e rios.
A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) conta com 17 ecobarreiras instaladas em rios estratégicos que deságuam na Baía de Guanabara. Os investimentos anuais somam mais de R$ 10 milhões. Entre 2023 e o fim de 2025, mais de 20 mil toneladas de resíduos foram contidos pelas estruturas.