segunda-feira, 27 de julho de 2026 - 11:03

Apostas online tiram R$ 2,2 bilhões por ano da economia do Rio

Foto: Reprodução

Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) revelou um impacto financeiro avassalador das apostas online no estado. Segundo a pesquisa, cerca de R$ 2,2 bilhões deixam de circular anualmente no comércio e no setor de serviços do Rio de Janeiro para serem destinados a plataformas virtuais de jogos.

O valor drenado do consumo local equivale a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal na região. Em média, cada apostador desembolsa R$ 1.200 por ano nessas plataformas.

Perfil do apostador e modalidades mais populares

A sondagem, que ouviu 1.024 pessoas entre os dias 22 e 25 de junho, mostra que 22,7% dos moradores da Região Metropolitana, quase um em cada quatro, já fizeram apostas virtuais.

As apostas esportivas lideram a preferência, sendo citadas por 60,9% dos praticantes, seguidas pelo jogo do “Tigrinho” e outros cassinos online (49,4%).

Quem são os apostadores?

  • Gênero: Predominância masculina — 65,6% homens e 34,4% mulheres.
  • Faixa Etária: Jovens adultos lideram, com 36,1% entre 25 e 34 anos e 24,8% entre 18 e 24 anos.
  • Escolaridade: 66,9% possuem ensino médio completo e 12,9% concluíram o ensino superior.
  • Renda: A maior parcela ganha entre 1 e 2 salários mínimos (36%), seguida pela faixa de 2 a 3 salários mínimos (19,7%).

Ilusão financeira, salários comprometidos e fórmulas Ilegais

O estudo acendeu um alerta vermelho sobre a vulnerabilidade financeira da população. Quase metade dos apostadores (48,7%) busca as plataformas na esperança de obter retorno financeiro, sendo que 28,3% enxergam as apostas como uma forma de “dinheiro rápido” ou investimento. No entanto, 54,9% dos entrevistados admitiram não realizar nenhum tipo de investimento real, evidenciando uma grave lacuna em educação financeira.

Outro dado alarmante aponta que 20,4% apostam na tentativa de gerar renda extra, mas 70% desses usam o próprio salário para tentar a sorte. Além disso, 48,5% dos praticantes admitiram não checar se o site é legalizado antes de transferir o dinheiro.

Enxurrada de publicidade e apelo por restrições

A ostensiva presença digital das bets também foi documentada: 69,9% dos moradores da Região Metropolitana relatam receber ou já ter recebido propagandas de jogos de azar em suas redes sociais.

Diante dos prejuízos econômicos e sociais, a população defende medidas drásticas para conter o avanço do setor:

  1. Aumento da Fiscalização: Defendido por 45,3% dos entrevistados críticos ao setor.
  2. Proibição Total de Plataformas: Apoiado por 40,1% da população.
  3. Proibição de Commerciais e Propagandas: Medida sugerida por 23,3% dos ouvidos.
Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Quem são os candidatos a deputado estadual do Podemos em 2026 no Rio de Janeiro?

Foto: Marcio Curvello/Diário do Rio O Podemos que tem como candidato a governador Eduardo…

Semana começa com alerta amarelo para tempestades no RS

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para tempestades que poderão atingir todo…

Distrito de Inovação da Cantareira reúne universidades e empresas de tecnologia em Niterói

Divulgação Prefeitura de Niterói A Prefeitura de Niterói inaugurou, neste sábado (25/7), o Distrito de…

Ir para o conteúdo