O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) adiou a audiência entre os rodoviários e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus) para a próxima quarta-feira (15/07). A reunião seria hoje (08/07). Até a data da nova audiência, a categoria ficará em estado de greve.
Na última assembleia realizada terça-feira (07/07), os rodoviários reduziram a pedida de reajuste salarial de 17% para 12% de acréscimo. Imediatamente, haveria um aumento de 6%, e em dezembro, um novo reajuste totalizando o valor pedido. A categoria está em estado de greve desde o dia 1º de julho.
A diminuição de pedida no reajuste foi a única concessão feita pelo sindicato dos rodoviários. Nesta quarta-feira (08/07), haverá uma nova assembleia para uma nova rodada de negociações. Importante destacar que o sindicato patronal oferece um reajuste de 4,5%.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, disse em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (07) que a “campanha vai continuar” e que “não vão aceitar esse indíce (4,5% de aumento)“.
Sebastião também mencionou que “quem está mal hoje diante da justiça, diante da opinião pública, quem está como radical diante do tribular são os empresários, é a Rio Ônibus, não somos nós. Nós só queremos corrigir o que está errado, nossa reivindicação é apenas para termos um salário justo”.
O presidente também disse que “não vai assinar qualquer coisa, não temos pressa. Para termos essa merreca que eles já estão dando, eles já botaram no contra cheque independente de negociarmos ou não.”
Na segunda-feira (06/07), os rodoviários, ao ouvir a proposta feita pelos sindicato patronal, na figura do presidente do sindicato dos rodoviários, disseram que provavelmente irão rejeitar a nova oferta.
“Como não houve avanço significativo em relação à proposta apresentada na audiência anterior, ela pode ser recusada. E aí, o que vai acontecer? Vamos reformular a proposta inicial, de 17% de reajuste? Vamos aceitar um prazo maior para negociar? Até o horário da nossa assembleia, eles podem enviar outra proposta. Se não chegar, provavelmente vamos rejeitar os 4,5%. A possibilidade de uma greve dependerá da decisão dos trabalhadores.”