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Auditoria aponta até 78% de servidores fantasmas em secretarias do Governo do Rio

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado, a CGE, e pelo Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, identificou milhares de servidores comissionados sem registro de atividade em secretarias do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O levantamento foi feito na gestão interina do governador em exercício Ricardo Couto e apontou casos de funcionários fantasmas em diferentes áreas da administração estadual. Segundo os dados, algumas pastas tinham mais servidores sem comparecimento do que funcionários em atividade.

Ironicamente foi a Secretaria de Trabalho e Renda que apresentou a maior proporção. De acordo com a auditoria, cerca de oito em cada dez servidores não trabalhavam. O índice chegava a 78%, transformando a pasta no caso mais grave identificado até agora.

Nove secretarias tiveram índices elevados

Além da Secretaria de Trabalho e Renda, outras pastas também registraram percentuais altos de servidores sem comparecimento ao expediente.

Na Secretaria de Esporte, o índice chegou a 75%. Na Secretaria de Turismo, foi de 73%. Em ambas, para cada servidor que trabalhava, cerca de três não compareciam.

A auditoria também apontou que mais da metade dos servidores não registrava atividade nas secretarias de Ciência e Tecnologia, com 65%; Agricultura, também com 65%; Assistência Social, com 59%; e Casa Civil, com 58%.

A lista inclui ainda a Secretaria de Saúde, onde 46% dos comissionados não compareciam ao trabalho, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, com 44%.

Cruzamento de dados revelou suspeitas

Os casos foram identificados a partir do cruzamento de dados dos funcionários com registros de acesso em sistemas eletrônicos do governo e entradas e saídas nas catracas físicas das secretarias.

Até o momento, apenas 20 dos 78 órgãos do governo estadual passaram pela auditoria. Segundo o Executivo fluminense, os servidores fantasmas dessas unidades custavam cerca de R$ 16,7 milhões por mês aos cofres públicos.

Desde que assumiu o Palácio Guanabara, Ricardo Couto já exonerou mais de 4 mil servidores comissionados. A auditoria integra o pente-fino feito pela gestão interina em secretarias, autarquias e órgãos da administração estadual.

Com informações da TV Globo.

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