
O desfile integra a programação dos blocos tradicionais do Centro, que todos os anos reúnem milhares de foliões e se destacam por temas que combinam humor, política e cultura popular, em tom irreverente e afetivo, marca registrada do carnaval de rua carioca.
Presidente do bloco, Renan Uccelli destaca o papel cultural da manifestação. “O Carnaval de Rua, assim como as escolas de samba, não é apenas festa; é a manifestação mais pura e democrática da identidade do carioca e do brasileiro. É onde a nossa alegria, a nossa crítica e a nossa poesia se vestem de fantasia e ocupam o asfalto em um grande ato de amor pela cidade e pela vida. Manter viva essa tradição é um ato de resistência e celebração da nossa própria alma”, afirma.
A permanência do Órfãos do Brizola no carnaval do Rio é fruto de uma construção coletiva. O bloco conta com os presidentes de honra Helcio da Cruz e Carlos Lupi, além da atuação de Everton Gomes, refundador do grupo ao lado de Renan Uccelli.
No ritmo da folia, a Bateria Caudilha, comandada pelo mestre Dalton Cunha, garante o andamento do desfile e sustenta o clima de rua que marca a identidade do bloco.
O Órfãos do Brizola também mantém parcerias com outros blocos, como Seu Lagarto Mama, de Vila Isabel, e o Bloco da Insana, além de alianças com a Fundação Leonel Brizola e a Escola de Samba Mocidade Unida do Santa Marta.
Ao longo de sua trajetória, o bloco já levou para a rua enredos que passaram pelos 40 anos da Sapucaí, pelos 460 anos da cidade do Rio de Janeiro e por homenagens ligadas à história política e cultural do país. Em 2026, a seleção brasileira vira símbolo de união na folia, em mais um capítulo dessa tradição que mistura memória, samba e identidade popular.
Serviço
Bloco Órfãos do Brizola
Data: 13 de fevereiro (sexta-feira de Carnaval)
Horário: Concentração a partir das 17h
Local: Praça Tiradentes – Centro do Rio de Janeiro
Entrada franca