
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado e em fim de mandato, afirmou que recebeu como um “baque” a decisão do partido de definir Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União Brasil) como os nomes para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Portinho ficou de fora da lista.
Em conversa com o Poder360, o senador disse que vai continuar no partido e não pretende buscar outra legenda para tentar a reeleição. “Fiz o gesto pela unidade”, afirmou, ao justificar a permanência no PL mesmo com a frustração. Também falou em evitar mais racha no campo da direita e disse esperar que a decisão de ficar sirva de recado interno.
Portinho, no entanto, não escondeu o incômodo e cobrou do partido algum tipo de encaminhamento. Ele disse ter recebido manifestações de apoio e avaliou que isso mostra que uma reeleição seria viável. “Agora a gente tem que ver… que gesto o partido vai fazer”, declarou.
Mais cedo, o senador divulgou nota em que afirmou receber a escolha do PL com “serenidade e maturidade política”. No texto, ele também ressaltou a atuação na liderança da bancada, citou bandeiras do partido e disse que seguirá no campo político, contribuindo onde for possível.
A decisão do PL foi anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, na terça-feira (24).