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Cláudio Castro mira Senado enquanto ação no TSE pode ficar sem desfecho até 2027

A ação contra o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dificilmente terá desfecho até o fim de seu atual mandato. Nos bastidores da política fluminense, a leitura é de que o caso pode se arrastar até 2027, justamente em razão da conjuntura que envolve a eleição para o Senado em 2026 e a relação do tribunal com o futuro Congresso. As informações são de Guilherme Amado/Platô BR.

O processo, que teve início no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), investiga a criação de cargos fantasmas durante a campanha de 2022. Além de Castro, também é réu o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL), apontado como candidato à sucessão do governador.

A avaliação é que a indefinição beneficia Castro em duas frentes. Primeiro, porque mantém em aberto sua condição de elegibilidade, permitindo que ele dispute uma vaga no Senado em 2026. Segundo, porque o arrasto do julgamento o afasta de embates diretos com a Corte.

Nos cálculos políticos, uma decisão rápida poderia empurrar Castro para o discurso mais radical contra o Judiciário, acompanhando parte da estratégia de outros candidatos ao Senado, que devem pautar suas campanhas em ataques e até em propostas de impeachment de ministros do STF.

A demora, no entanto, tende a mantê-lo em posição de cautela. Enquanto o processo segue em ritmo lento, Castro evita adotar um tom de confronto, preservando sua candidatura e a de Bacellar, que herda diretamente o impacto desse cenário jurídico-político.

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