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Com Claudio Castro fora, presidente do TJ assume e só assina ponto facultativo; Alerj teme paralisia

Foto Brunno Dantas/TJRJ

Governador em exercício desde 28 de janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Ricardo Couto de Castro, assinou uma única medida desde que foi alçado ao posto de chefe do Executivo fluminense: decretou ponto facultativo no Carnaval e na Quarta-Feira de Cinzas. E, mesmo assim, quis parecer jurídico antes de colocar o nome no Diário Oficial. Com informações de Berenice Seara/Tempo Real.

O desembargador não deu sinais de entusiasmo com a “temporada” no Palácio. Quase não apareceu na Alerj na abertura do ano legislativo. Estava em Brasília, voltou correndo e leu um discurso improvisado. Mas fez questão de avisar que a tradicional mensagem de início de ano — com o plano do governo para 2026 — ficaria para o titular, Cláudio Castro (PL), quando ele voltasse da viagem à Europa.

A passagem, ao que tudo indica, será discreta: Ricardo Couto de Castro deve atravessar o período como governador em exercício até o retorno de Cláudio Castro, previsto para este domingo (08), sem deixar marcas. O Estado também.

Nenhuma outra providência foi tomada, nenhum centavo saiu dos cofres. O problema é o que vem depois, no cenário que a política já trata como inevitável nos bastidores: quando Cláudio Castro renunciar para disputar o Senado, o presidente do TJ-RJ — querendo ou não — volta ao comando do Estado até a eleição indireta escolher um novo governador.

E aí, a paralisia pode durar sabe-se lá quanto.

Alerj quer político no comando
Na Alerj, que já estava preocupada, o clima virou pânico. Voltaram com força as conversas sobre uma saída para o impasse na linha sucessória: o Rio está sem vice-governador e com o presidente do Legislativo afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A tese que ganhou volume nos corredores é simples e, ao mesmo tempo, explosiva: convencer o presidente afastado, Rodrigo Bacellar (União), a renunciar. Com isso, a Alerj elegeria um novo presidente — e esse novo comandante do Legislativo estaria legalmente habilitado a substituir o governador até a eleição indireta. Em resumo: a política cuidando da política.

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