quinta-feira, 8 de outubro de 2026 - 10:46

Costa do Rio registra segundo tremor de terra em 48 horas

Um novo tremor de terra foi registrado na costa do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (22). O abalo teve magnitude 3.1 e ocorreu às 6h50, no horário de Brasília, a cerca de 100 quilômetros do município de Maricá.

Não há relatos de que o sismo tenha sido sentido pela população. Este foi o segundo tremor registrado na região em menos de 48 horas. O evento anterior teve magnitude 3.3 e ocorreu às 5h31 de quinta-feira (21).

Os abalos foram registrados por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da USP. A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

O Observatório Nacional informou que vem conduzindo atividades para reativar a transmissão de suas estações sismográficas localizadas no Sudeste do Brasil. Segundo o órgão, isso permitiu a localização rápida dos eventos recentes.

Tremores são considerados de baixa magnitude

De acordo com o sismólogo do Observatório Nacional e da RSBR, Gilberto Leite, esse tipo de ocorrência é relativamente comum no Brasil e não representa risco significativo para a população. “O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos.”

Segundo ele, a margem sudeste do Brasil é considerada a principal zona sísmica offshore do país, com pequenos terremotos registrados de forma relativamente frequente.

Gilberto Leite afirmou ainda: “A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente.”

O sismólogo ressaltou que não é possível prever o comportamento da atividade sísmica na região. Ou seja, não há como saber se haverá novo tremor, quando ele poderá ocorrer ou qual será sua magnitude.

Gilberto Leite completou: “O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes, como estes registrados recentemente. Além disso, seguimos monitorando continuamente a área por meio das estações sismográficas que a RSBR mantém distribuídas pelo Brasil.”

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