A deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para cobrar a apuração imediata de atos de improbidade administrativa cometidos pelo ex-governador Cláudio Castro. A ação exige garantias para a devolução integral de quase R$ 4 bilhões aplicados no Banco Master, em uma operação que colocou em risco o futuro dos servidores aposentados do estado do Rio de Janeiro.
O objetivo é reparar o dano financeiro causado pelo escândalo bilionário que envolve o Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro).
Segundo investigações da Polícia Federal, o fundo injetou R$ 3,69 bilhões no banco privado logo após reuniões e jantares de luxo em Nova York. Viagens e jantares que custaram cerca de 1 milhão de dólares (R$ 5 milhões na cotação atual) e reuniram a cúpula do banco e autoridades do governo fluminense.
Enquanto a PF investiga os crimes na esfera criminal, como corrupção e lavagem de dinheiro, a ação de Taliria Petrone ataca na frente cível para congelar os bens dos envolvidos e recuperar o dinheiro o quanto antes. A deputada quer pressa do MPF para bloquear o patrimônio dos suspeitos e garantir o retorno dos recursos ao fundo.
“A investigação criminal é importante, mas o servidor público do Rio não pode esperar o fim de um processo penal demorado para ter o seu futuro protegido. Tratar a previdência como balcão de negócios é um absurdo e exige retorno imediato do dinheiro aos cofres públicos“, afirma Taliria Petrone.
A representação lembra que o caixa do Rioprevidência segue regras rígidas de segurança, rentabilidade e liquidez controladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para a parlamentar, a operação ignorou essas normas técnicas, jogando com a estabilidade do fundo e com o sustento de milhares de famílias.