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Disputa pelo mandato-tampão: deputado Fred Pacheco se coloca como pré-candidato ao governo do estado

Rodrigo Amorim e Fred Pacheco em Benfica

Devagar, sem fazer barulho demais, o deputado Fred Pacheco (PMN) já está se colocando como mais um nome para a eleição indireta que deve escolher quem comanda o Governo do Estado do Rio até dezembro, no chamado mandato-tampão. Ele é irmão gêmeo de Márcio Pacheco, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e tem testado a tese nas conversas de corredor. As informações são de Berenice Seara/Tempo Real.

A conta é conhecida no Palácio Guanabara e na Alerj: quando Cláudio Castro (PL) renunciar para disputar uma vaga no Senado, os deputados estaduais escolhem, por voto, quem assume até o fim do ano.

Até aqui, três nomes circulam com mais força: Nicola Miccione (PL), secretário-chefe da Casa Civil; Douglas Ruas (PL), secretário das Cidades; e André Ceciliano (PT), secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal.

O movimento de Fred Pacheco tenta abrir uma quarta via — e com um argumento bem direto: para um mandato curtíssimo, seria “melhor” alguém que já seja deputado. Nas rodinhas, ele vem repetindo que um nome do plenário teria mais aderência ao jogo interno, menos ruído e mais facilidade para ser testado e aprovado ali mesmo, no voto.

Se essa ideia ganhar tração, ela muda o tabuleiro. De cara, aperta a vida de pelo menos dois pré-cotados, porque reforça a pressão contra escolhas de secretários que não tenham mandato. E ainda tem outro ponto que virou munição na discussão: o prazo de desincompatibilização.

A lei aprovada fala em deixar cargo público em até 24 horas depois da publicação da convocação da eleição indireta. Só que já há sinais de judicialização, justamente por ser um prazo considerado impraticável. Se a Justiça empurrar isso para um período maior — e há quem defenda seis meses — a lista de elegíveis encolhe de novo. Nesse cenário, Douglas Ruas também passa a correr risco.

Na ofensiva, Fred Pacheco já levou o tema para gente do Palácio. A narrativa é de que existem deputados com densidade na Alerj, apoio e liderança, mas que carregam arestas demais por posições ideológicas mais duras. No exemplo que ele menciona, aparece o líder do governo e presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União Brasil).

Aos colegas, o deputado tem vendido um pacote de “vantagens” sobre si mesmo: trânsito com o plenário, perfil menos radical e proximidade com Cláudio Castro. A empolgação foi tanta que ele chegou a comentar o assunto com Nicola Miccione.

Só que, segundo a versão que corre nos bastidores, a reação não teria sido exatamente calorosa. Nas “péssimas línguas”, a pretensão do deputado não foi lá muito bem recebida.

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