O PP decidiu não indicar um novo candidato a vice-governador para a chapa do deputado estadual Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. A definição ocorreu após uma reunião entre dirigentes fluminenses e o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A decisão acompanha a estratégia nacional do partido para as eleições de 2026. Segundo informações publicadas pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, o PP pretende manter uma posição de neutralidade na corrida pela Presidência da República. A sigla não apoiará formalmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Como Douglas Ruas é um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro no Rio, a posição da direção nacional teve efeito direto sobre a montagem da chapa para o governo estadual.
Rogério Lisboa desistiu da candidatura a vice
O PP havia indicado o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, para ocupar a vaga de vice na chapa de Douglas Ruas. Lisboa, porém, desistiu da candidatura. Ele alegou motivos pessoais.
Após a saída do ex-prefeito, dirigentes estaduais avaliaram a apresentação de outro nome. A possibilidade foi descartada depois de uma consulta à direção nacional do PP, que optou por seguir a estratégia adotada para a eleição presidencial.
Com a decisão, Douglas Ruas permanece sem candidato a vice. O PL deverá buscar outro partido ou um nome da própria legenda para completar a chapa que disputará o Palácio Guanabara.
Decisão pode atingir federação com o União Brasil
A posição do PP também pode influenciar a atuação da federação formada com o União Brasil. Nos bastidores, a expectativa é que o partido presidido por Antônio Rueda também evite um apoio formal a qualquer candidatura presidencial neste momento.
A direção nacional do PP busca preservar sua estratégia eleitoral, mesmo nos estados onde mantém alianças com partidos que terão candidatura própria à Presidência.
No Rio, a saída do partido da composição da chapa majoritária muda as articulações da pré-campanha. As legendas intensificam as negociações para definir alianças e os nomes que disputarão as eleições de outubro.