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Estudo aponta líderes como principais assediadores; caso de academia no Rio expõe falhas de prevenção

Foto: Leon israel

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga denúncias de assédio moral e sexual contra o empresário Nicolay Andrade Faria Ribeiro, conhecido como Nico Anfarri. Ele foi sócio da Academia DNA Experience, com unidades no Grajaú e na Barra da Tijuca, mas deixou a sociedade em agosto deste ano após uma apuração interna confirmar os relatos feitos por funcionárias e ex-alunas.

As vítimas afirmam que houve omissão da personal trainer e ex-sócia Carolina Vaz, que teria deixado de adotar medidas mesmo após receber queixas formais pelo setor interno de denúncias. O episódio chama a atenção para a importância de políticas de prevenção e de canais eficazes de apuração dentro das empresas.

O caso no Rio ocorre no mesmo momento em que um estudo inédito da S2 Consultoria, realizado entre 2018 e 2024, traz à tona um diagnóstico sobre as dinâmicas do assédio no ambiente corporativo. A pesquisa analisou dados de 24.326 profissionais de 174 empresas brasileiras e identificou que os líderes ocupam o topo da lista de agressores, enquanto funcionários mais jovens são os principais alvos.

Já os colaboradores mais experientes, embora menos expostos a ataques explícitos, sofrem formas sutis de exclusão, como a retirada de decisões estratégicas e a perda de oportunidades de crescimento profissional.

Para a advogada trabalhista Tatiana Santt’Anna, os resultados confirmam a relação direta entre abuso e desequilíbrio de poder. “O assédio nas empresas é um reflexo da cultura organizacional. Gestores que ignoram ou minimizam episódios de abuso acabam legitimando essas práticas”, afirma.

Segundo a especialista, prevenir exige medidas consistentes. “É fundamental que as empresas invistam em canais de denúncia anônimos, treinamentos contínuos, comitês de ética e avaliações periódicas do clima organizacional”, completa.

Boas práticas para prevenção do assédio nas empresas:

  • Criar canais de denúncia anônimos e confiáveis;
  • Implementar treinamentos regulares sobre ética e condutas abusivas;
  • Responsabilizar gestores que permitem abusos;
  • Monitorar o clima organizacional;
  • Estabelecer políticas claras de conduta e consequências.
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