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Fux pede vista no STF e adia julgamento de Washington Reis; placar é 4 a 1 para manter condenação

O ministro Luiz Fux pediu vista no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (11), e travou o julgamento que pode definir o futuro político de Washington Reis, figura de peso na Baixada Fluminense. Com a pausa, a Corte deixa para depois a decisão sobre a inelegibilidade do ex-prefeito de Duque de Caxias. Até aqui, o placar está 4 a 1 pela manutenção da condenação.

Os ministros analisam os últimos recursos apresentados pela defesa e vão decidir se mantêm ou modificam a sentença que tornou Washington Reis inelegível. Com o pedido de vista, o caso volta à pauta na próxima sessão do STF.

A definição tem reflexo direto no cenário eleitoral da centro-direita ligada ao governador Cláudio Castro (PL), porque Reis tenta se manter no jogo e já havia se colocado como pré-candidato ao Palácio Guanabara. Nos bastidores, parte dos aliados sempre tratou essa movimentação como uma forma de manter espaço para uma eventual disputa ao Senado.

Em 2022, Washington Reis chegou a ser anunciado como vice na chapa de Cláudio Castro, mesmo com a condenação. Sustentou a pré-candidatura até perto do fim do prazo da Justiça Eleitoral e, só na reta final, admitiu que não conseguiria reverter a situação. A vaga acabou ficando com Thiago Pampolha.

Washington Reis foi condenado em 2016 a sete anos, dois meses e 15 dias de reclusão por crime ambiental. A condenação é de 13 de dezembro de 2016 e tem como base a autorização para implantação do loteamento Vila Verde em área ambientalmente sensível, na zona de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá. Ele recorreu da decisão e não chegou a cumprir pena.

No processo, constam acusações como terraplenagem, destruição de Mata Atlântica em área protegida, supressão de mata ciliar, extração de argila e corte de encostas. Também há menção a aterramento de vegetação e da calha de um rio, com assoreamento. A área degradada apontada no caso ultrapassa 30 hectares.

Ao longo da ação, a defesa argumentou que normas do Conama teriam perdido validade. Esse é um dos pontos que entram na análise dos recursos que ainda estão em julgamento no STF.

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