O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, abriu, na manhã desta quarta-feira (22/7), o IV Fórum Rio Empreendedor. O encontro acontece na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), no Centro do Rio.
A cerimônia reuniu o presidente da ACRJ, Josier Vilar; o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio Queiroz Junior; o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano; e o diretor-superintendente do Sebrae Rio, Antonio Alvarenga.
Com o tema “Rio, Cidade Inteligente, Inclusiva e Inovadora”, o fórum reúne representantes do poder público, da iniciativa privada e do setor produtivo. A programação discute propostas para o desenvolvimento econômico, a inovação e a melhoria do ambiente de negócios no estado.
Durante o discurso de abertura, Ricardo Couto defendeu o diálogo entre o poder público e quem produz e gera empregos. Para o governador em exercício, o Estado deve facilitar a abertura de empresas e oferecer condições para a chegada de novos investimentos. “O Estado precisa deixar de ser um obstáculo e passar a ser um facilitador para quem quer empreender. Queremos criar um modelo em que o empreendedor tenha um único ponto de atendimento para resolver todas as etapas da abertura de um negócio. O Estado precisa atrair investimentos”, afirmou.
O desembargador também disse que a administração pública não deve ser guiada por disputas políticas. “O gestor público não pode olhar para bandeiras partidárias. Ele tem um compromisso com a população”, declarou.
Equilíbrio das contas públicas
O governador em exercício afirmou que sua gestão trabalha para reduzir o déficit e recuperar o equilíbrio fiscal do Estado do Rio de Janeiro. “Quando assumimos, encontramos uma previsão de déficit de R$ 19,5 bilhões. Nosso objetivo é entregar um Estado financeiramente equilibrado e sustentável”, disse.
Anfitrião do encontro, Josier Vilar destacou que o conceito de cidade inteligente não se limita ao uso de tecnologia. Segundo o presidente da ACRJ, os avanços precisam ter impacto direto na qualidade de vida e na formação da população. “Uma cidade inteligente não é uma cidade que tenha somente tecnologia. A tecnologia deve existir, mas ser invisível para a população. O que importa é que ela seja capaz de formar cidadãos”, afirmou.
O IV Fórum Rio Empreendedor segue até esta quinta-feira (23/7), na sede da ACRJ. A programação conta com painéis, debates, talk shows, experiências imersivas e encontros voltados à geração de negócios.
Entre os temas abordados estão governo digital, cidades inteligentes, segurança pública, mobilidade urbana, sustentabilidade, energia, empreendedorismo, inclusão digital, economia criativa, inovação e desenvolvimento econômico.