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Maratona do Rio: atleta da Etiópia quebra recorde e passa mal após cruzar linha de chegada

Foto: Maratona do Rio/Divulgação

A Maratona do Rio 2026 entrou para a história neste domingo com uma performance inédita da etíope Gadise Mulu Demissie. A corredora venceu a prova feminina dos 42,195 quilômetros ao registrar 2h25min47s, estabelecendo o novo recorde em maratonas realizadas no Brasil.

O desempenho da atleta superou com ampla margem a antiga melhor marca do país em provas da distância. Logo após a chegada, porém, Gadise passou mal e precisou ser atendida pela equipe médica do evento na área de chegada, montada na Marina da Glória. O atendimento foi realizado rapidamente, tranquilizando atletas e espectadores presentes.

A edição deste ano, que recebeu 18 mil participantes, também foi marcada pelo alto nível técnico da disputa feminina. Além da campeã, outras seis corredoras concluíram a prova abaixo do antigo recorde brasileiro para maratonas realizadas em território nacional. As etíopes Tirfi Tsegaye Beyene (2h26min03), Azmera Abrha Gdey (2h26min20), Affera Godfay Berha (2h26min37), Zinash Debebe (2h26min55) e Ayinadis Teshome Birle (2h27min43), além da queniana Catherine Cherotich (2h28min56), também alcançaram tempos históricos.

Até então, a melhor marca em maratonas disputadas no Brasil pertencia à etíope Tiringo Mulu, que havia corrido em 2h29min48 durante a maratona de Porto Alegre, em 2025.

Mesmo com o novo recorde da prova, Gadise ainda não superou a melhor marca feminina já registrada em solo brasileiro. Esse desempenho segue pertencendo à queniana Jemima Sumgong, que completou a maratona dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em 2h24min04.

Entre os homens, o título ficou com o etíope Tsegaye Getachew, vencedor da prova com o tempo de 2h10min22s. O resultado o deixou a apenas dois segundos do recorde de maratonas realizadas no Brasil, estabelecido recentemente pelo queniano Daniel Hiprono Sang, que venceu a Maratona de Porto Alegre com a marca de 2h10min21s.

Já o melhor tempo masculino da história obtido em território brasileiro permanece nas mãos do queniano Eliud Kipchoge. Campeão olímpico no Rio de Janeiro em 2016, ele concluiu a prova em 2h08min44s, marca que segue como referência máxima no país.

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