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Megaoperação no RJ: delegado tem perna amputada, e outros três seguem em estado grave

Polícia Civil, procurada para comentar sobre o caso, disse que não estava autorizada a divulgar informações adicionais

EGBERTO RAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOUma megaoperação envolvendo cerca de 2.500 policiais civis e militares foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro

Um delegado que participou da megaoperação na zona norte do Rio de Janeiro, realizada na última terça-feira (28) perdeu a perna após ser baleado durante o confronto. A situação do agente, identificado como Bernardo Leal Annes Dias, foi confirmada pelo secretário de Segurança, Victor Santos, em coletiva de imprensa na sexta-feira (31). Durante a entrevista, o secretário também informou que três outros policiais estão em estado grave e crítico, mas não forneceu detalhes sobre suas identidades ou condições de saúde. A Polícia Civil, procurada para comentar sobre o caso, disse que não estava autorizada a divulgar informações adicionais.

Amigos e colegas de Bernardo nas redes sociais iniciaram uma campanha de apoio ao delegado. A promotora Claudia Barros, ex-professora de Direito Penal de Bernardo, escreveu em seu Instagram: “Vamos ajudar o Bernardo! Ele foi um dia meu aluno, hoje é Delegado de Polícia. Lutando por nós, pela segurança do nosso Estado, foi atingido”. O delegado André Neves também postou uma mensagem de apoio, ressaltando a força do amigo: “Sua força e coragem representam o melhor da nossa Polícia Civil”.

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A operação, denominada Contenção, ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão e teve como alvo líderes do Comando Vermelho. O saldo da ação foi trágico: ao menos 121 pessoas morreram, incluindo quatro policiais – dois civis e dois militares. O confronto foi violento, com os criminosos reagindo com tiros de fuzil e até lançamento de granadas por drones. Além disso, 12 policiais ficaram feridos. Entre as vítimas fatais, está o sargento Heber Carvalho da Fonseca, do Bope, que foi atingido durante a operação e não resistiu aos ferimentos. Os sargentos Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, também do Bope, e os policiais civis Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, também perderam a vida na operação.

Segundo as autoridades de segurança, dos 117 mortos identificados, todos tinham vínculo com o crime organizado e o tráfico de drogas. Durante a operação, 113 pessoas foram presas e 91 fuzis apreendidos. Além disso, 42 dos mortos tinham mandados de prisão pendentes, e ao menos 78 possuíam um “extenso histórico criminal”. Até a última atualização, 89 corpos foram liberados para retirada pelas famílias após a perícia. A operação, que visava combater a violência e o tráfico de drogas nas áreas controladas pelo Comando Vermelho, segue sendo investigada pelas autoridades competentes.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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