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Ministro: Governo está bem com o agro, mas não pode desrespeitar o fiscal

Em entrevista à CNN, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que o governo federal “está bem” com o agronegócio brasileiro, mas não pode desrespeitar as regras fiscais.

“A relação (do governo) com o setor agropecuário é boa”, disse Teixeira durante o CNN 360º nessa segunda-feira (24).

O ministro falava sobre o impasse envolvendo o Plano Safra e as expectativas para a assinatura de uma medida provisória (MP) que liberasse uma parte do que foi congelado pela falta de aprovação no orçamento.

“O que aconteceu é que o governo não pode desrespeitar a lei de responsabilidade fiscal. E é por esse motivo que o governo teve que parar na hora certa, dialogar com o Tribunal de Contas e agora mandar uma medida provisória. Mas o problema central é que nós estamos chegando em março sem que o orçamento tenha sido aprovado”, afirmou o ministro.

“Não temos problema de nenhuma natureza com o agro”, reiterou o chefe da pasta. “E o pedido nosso é para que o parlamento acelere a aprovação do orçamento.”

Ainda na noite de segunda-feira (24), o governo federal publicou uma medida provisória (MP) que abre um crédito extra de R$ 4,1 bilhões para assegurar as contratações de crédito do Plano Safra de 2024-2025 com apoio do Executivo.

A MP veio logo após o imbróglio causado por um ofício do Tesouro Nacional que bloqueou novas contratações, com exceção das operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na última quinta-feira (20).

No documento enviado aos bancos e financeiras, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, argumenta que a Selic aumentou mais que o previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano passado, além do atraso na aprovação do Orçamento de 2025, que ainda tramita no Congresso Nacional.

Preço dos alimentos

Teixeira também comentou o aumento dos preços dos alimentos no país. O grupo Alimentos e bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a registrar alta em janeiro deste ano pelo quinto mês consecutivo.

“Em um contexto onde aumentou o consumo de alimentos, nos alimentos in natura, não houve inflação. A inflação aconteceu naqueles alimentos que estão ancorados no dólar. Por isso, foi um acerto centrar o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] na cesta básica”, disse o ministro à CNN.

Na avaliação do ministro, os preços dos alimentos “já estão baixando”.

“O preço do arroz, do feijão, dos alimentos in natura, mesmo as carnes estão diminuindo de preço, mas ainda não está resolvido”, afirmou.

“Estamos debruçados sobre isso e todas as medidas necessárias serão tomadas”, acrescentou.

*Com informações de Cristiane Noberto e Henrique Sales Barros, da CNN

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