
A morte de uma bebê de 1 ano e 7 meses no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) está sendo investigada pela Polícia Civil. A família acusa a equipe de enfermagem de administrar uma medicação destinada a outra criança internada, enquanto o hospital nega qualquer negligência. A apuração é do site g1.
Segundo a mãe, Rayanna Brito, a filha, identificada como Valentina Brito de Alencar, deu entrada na unidade no dia 27 de fevereiro, após sofrer uma crise convulsiva. Ela relata que, na manhã de domingo (1º), percebeu que o medicamento colocado na bomba de infusão tinha a etiqueta de outra paciente de 7 anos, com o mesmo primeiro nome da filha.
Ao questionar a enfermeira, foi informada de que apenas a etiqueta estava errada, mas que a medicação era a correta. Mesmo assim, o procedimento continuou sem checagem adequada.
“Era possível ver claramente que o nome era de outra criança. Insisti, e depois de alguns minutos, a enfermeira trocou o medicamento. Logo após, minha filha começou a apresentar inchaço e marcas pelo corpo, parecendo queimaduras ou bolhas”, relatou Rayanna.
A criança morreu por volta das 21h do domingo, enquanto a mãe registrava o caso na delegacia. A família contesta as informações da certidão de óbito, que aponta broncoaspiração, pneumonia, epilepsia, fenda palatina e desnutrição como causas da morte, alegando que os dados estão desencontrados.
Em protesto no Centro de Niterói, familiares afirmaram que houve pressões para a retirada rápida do corpo pelo hospital e a funerária, mas conseguiram impedir o enterro e solicitar a realização de novo exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, aguardam liminar para autorizar o procedimento.
O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) e encaminhado à 76ª DP de Niterói. A Polícia Civil informou que investiga todas as circunstâncias da morte e que “todas as medidas cabíveis estão em andamento”.
O Complexo Hospitalar de Niterói divulgou nota lamentando o falecimento da menor e reforçando que as prescrições médicas teriam sido administradas corretamente, mantendo o compromisso com a privacidade dos pacientes conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).