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MPF denuncia ex-chefe da Polícia Civil do Rio ao STF por obstrução no caso Marielle

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O Ministério Público Federal denunciou, nesta sexta-feira (13), ao Supremo Tribunal Federal (STF) três nomes de peso da segurança pública fluminense por suposta atuação para embaraçar as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

Na peça enviada à Corte, o MPF acusa o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antônio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho DH, pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça.

A denúncia foi apresentada diretamente ao STF em razão do foro por prerrogativa de função de um dos investigados à época dos fatos, o que deslocou a competência para a Corte.

A engrenagem da obstrução

Segundo o Ministério Público, os três teriam atuado de forma coordenada para interferir e dificultar o esclarecimento do homicídio da parlamentar, executada em março de 2018, no centro do Rio, ao lado do motorista Anderson Gomes. O caso se tornou um dos episódios mais emblemáticos da história recente do país, com repercussão internacional.

De acordo com a acusação, a suposta atuação do grupo teria comprometido diligências, direcionado linhas investigativas e contribuído para atrasar a identificação de mandantes e demais envolvidos no crime. Para os procuradores, as condutas configuram tentativa deliberada de desviar o foco das investigações e proteger interesses escusos.

Cúpula sob suspeita

A denúncia atinge o topo da estrutura policial do estado à época. Rivaldo Barbosa comandava a Polícia Civil quando as investigações tiveram início. Giniton Lages foi responsável pela condução do inquérito no período inicial. Já Marquinho DH integrava a Delegacia de Homicídios.

O Ministério Público sustenta que a atuação dos três não se limitou a falhas investigativas, mas teria configurado uma articulação estável com o objetivo de obstruir a Justiça, elemento que fundamenta a acusação de associação criminosa.

Caberá agora ao Supremo analisar se recebe a denúncia. Caso a maioria dos ministros aceite a acusação, os investigados se tornarão réus e passarão a responder formalmente a ação penal na Corte.

O caso Marielle, que já levou à prisão executores e ao avanço das investigações sobre os supostos mandantes, ganha assim mais um capítulo sensível: o de suspeitas de interferência interna nas apurações. A denúncia reforça a narrativa de que, além da brutalidade do crime, houve tentativas de impedir que a verdade viesse à tona — um abalo institucional que expõe as entranhas do sistema de segurança pública do Rio de Janeiro. Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

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