Uma obra de infraestrutura da Prefeitura do Rio em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, foi interrompida por cerca de 24 horas após a empresa responsável denunciar uma cobrança de R$ 20 mil atribuída a criminosos que atuariam na região. Segundo funcionários da Serplex Engenharia, o valor teria sido exigido como uma suposta taxa para permitir a continuidade dos trabalhos.
A intervenção ocorre na Rua Carneiro de Mendonça, nas proximidades do Complexo da Serrinha e do Morro do Juramento. De acordo com relatos de trabalhadores e moradores, a cobrança teria sido feita por pessoas ligadas ao tráfico que atuam na área.
Funcionários da empresa afirmaram que representantes foram procurados e se recusaram a realizar o pagamento. O episódio foi comunicado à Prefeitura do Rio, e a Serplex também procurou a 22ª DP (Penha) para relatar o caso.
Prefeitura diz que vai acionar forças de segurança
A Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que orientou a empresa a registrar a ocorrência junto às autoridades policiais. O órgão também afirmou que pretende acionar as forças de segurança diante do episódio. Os trabalhos permaneceram paralisados durante 24 horas e, posteriormente, foram retomados.
A obra integra o programa Bairro Maravilha, iniciativa municipal voltada à urbanização e à implantação de infraestrutura em áreas consideradas degradadas.
Região é marcada por disputa territorial
A área onde ocorre a intervenção fica próxima a territórios controlados por grupos criminosos rivais. Segundo funcionários da obra e moradores ouvidos sobre o caso, o homem apontado como responsável pela cobrança seria Jefferson Damasceno Gomes, conhecido como Chumbado.
Ele é apontado como integrante do grupo de confiança de Wallace Trindade, o Lacoste, identificado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) e apontado como chefe do tráfico no Complexo da Serrinha.