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Onco Baixada atende primeira paciente e inaugura nova fase da oncologia fluminense

Divulgação

Com o início do funcionamento, na última quinta-feira (19), o Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense (Onco Baixada), em Nova Iguaçu, já conta com a sua primeira paciente: Doris Zender, de 68 anos, comerciante aposentada e moradora de Nilópolis. A mulher recebeu o diagnóstico da doença no início de janeiro, após exames realizados no Rio Imagem Baixada.

Apesar do susto, Doris, que é casada e avó de três netos, ressaltou que está aliviada por começar logo o tratamento, que, com o Onco Baixada, será perto da sua casa:

“Para mim, seria bem mais difícil ter que ir para a capital para me tratar, mas quando fui informada de que faria o tratamento perto de casa, fiquei muito mais tranquila. A estrutura desse lugar é maravilhosa, traz conforto para o coração da gente”, disse Doris.

Em seu primeiro dia de atendimento, a comerciante aposentada foi avaliada pela cirurgiã oncológica Gabriela Araújo e pela equipe de Oncologia Clínica, coordenada pela médica Hérika Costa. Na etapa inicial do tratamento, segundo Hérika, o paciente é avaliado quanto à necessidade de estadiamento – processo que determina a expansão do câncer no corpo -, além de fazer exames complementares e procedimentos pré-operatórios.

Doris Zender foi a primeira paciente atendida pelo Onco Baixada, em Nova Iguaçu / Divulgação SES-RJ

A construção do complexo Onco e Rio Imagem Baixada visa descentralizar o atendimento na especialidade oncológica, de forma a tirar a sobrecarga do centro de tratamento da capital, além de garantir atendimento de qualidade perto de casa aos moradores da região, como pontuou o governador Cláudio Castro (PL):

“O Onco Baixada oferece tudo num mesmo lugar, consultas e procedimentos, com acompanhamento multidisciplinar, além de contar com o apoio do Rio Imagem Baixada nos exames diagnósticos. Toda essa estrutura acelera o tratamento, sem que as pessoas fiquem peregrinando entre as unidades. É um cuidado humanizado, moderno e digno para a população”, disse Castro.

O diretor-geral da unidade, Rodrigo Ramos, destacou que um dos principais ganhos para os pacientes em tratamento é a redução do deslocamento entre a casa e á unidade:

“Um dos nossos maiores objetivos é diminuir a necessidade de deslocamento desses pacientes. Muitos precisavam sair da Baixada Fluminense e enfrentar longas viagens de ônibus ou trem até a capital, passando uma ou duas horas no trânsito para realizar consultas ou sessões de quimioterapia”, comentou.

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, adiantou que o funcionamento da unidade acontecerá de forma escalonada:

“Demos início ao atendimento ambulatorial e a partir deste momento os especialistas vão traçar as linhas de cuidado para cada caso. Na segunda fase do projeto, serão incorporadas tecnologias avançadas, como radioterapia e exames PET-CT, garantindo um atendimento integral ao paciente”, explicou Cláudia.

O atendimento no complexo é agendado pelo Sistema Estadual de de Regulação (SER). No primeiro dia de funcionamento do hospital, 50 pacientes foram atendidos. Foram feitas dez consultas iniciais para cada tipo de câncer: urologia, ginecologia, mastologia, tireoide e dermatologia.

De acordo com as regras da unidade, cada grupo de pacientes é acompanhado uma técnica de enfermagem específica, responsável por acompanhar todo o percurso dentro da unidade.

Doris Zender, por exemplo, foi acompanhada em seu trajeto, que finalizou na navegação oncológica, pela profissional Milena Leal. A responsável por conduzir a paciente por esta etapa, fundamental para garantir a continuidade e a organização do cuidado, é a enfermeira oncológica Glenda Fagundes.

A gerente médica do Onco Baixada, Wanessa Abner, explicou o papel estratégico desse acompanhamento: “A navegação é um circuito específico dentro do hospital. O enfermeiro navegador acompanha o paciente ao longo de todo o tratamento, oferecendo um acolhimento atento, inclusive no aspecto psicológico”, esclareceu a médica, acrescentando que o enfermeiro oncológico “realiza a marcação de exames, orienta sobre sintomas e etapas do tratamento, agenda sessões de quimioterapia, organiza a reserva dos medicamentos, define horários e esclarece dúvidas. Também faz a interface com toda a equipe multidisciplinar envolvida no cuidado”.

Estrutura e investimento históricos

Classificado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom), o Onco Baixada forma, ao lado do Rio Imagem Baixada, o maior complexo de saúde da história do Estado do Rio de Janeiro. O projeto recebeu investimento de R$ 87,3 milhões do Governo do Estado.

Com 12 mil metros quadrados, o hospital trabalha com uma linha de cuidado completa, e em pelo funcionamento terá capacidade máxima para cinco mil atendimentos, 340 internações e 300 cirurgias por mês.

Ao todo, o Onco Baixada conta com 100 leitos exclusivos para oncologia, sendo 81 de enfermaria, 10 de UTI, oito de cuidados críticos e um de estabilização. A unidade conta ainda com 24 boxes de quimioterapia e, em um segundo momento terá serviços de radioterapia e petscan. Exames, como tomografia, ressonância magnética e colonoscopia serão realizados de forma integrada ao Rio Imagem Baixada.

Além disso, o hospital conta ainda com uma equipe multiprofissional formada por psicólogo, nutricionista, assistente social, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta.

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