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Ortega oferece “tropa sandinista” caso oposição tente assumir poder na Venezuela

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ofereceu-se esta segunda-feira enviar “combatentes sandinistas” para apoiar o Exército venezuelano caso ocorra o que chamou de “contrarrevolução armada”, após as eleições de 28 de julho em que a autoridade eleitoral proclamou o presidente Nicolás Maduro como o vencedor, em meio a acusações de fraude por parte da oposição e questionamentos da maior parte da comunidade internacional.

Ao discursar numa cúpula virtual com chefes de estado da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), o presidente disse que “estejam certos de que, se essa batalha acontecer, terão combatentes sandinistas a acompanhá-los”.

Ortega disse que uma “batalha” na Venezuela “seria muito maior” do que a ocorrida na Nicarágua durante a Revolução Sandinista, que em 1979 pôs fim à ditadura de Anastasio Somoza no país centro-americano, porque, como considerou , que o combate “envolveria o Exército colombiano, mercenários colombianos, assassinos colombianos, traficantes de drogas colombianos”.

A CNN está tentando entrar em contato com o Governo da Colômbia para saber sua reação às declarações de Ortega.

 

No episódio, presidente da Nicarágua também garantiu que seu país rompeu relações com o Brasil e comentou que Luiz Inácio Lula da Silva quis “tornar-se um representante” dos Estados Unidos na América Latina.

Ortega acrescentou que a forma como o presidente brasileiro se comportou perante a validação da vitória eleitoral de Nicolás Maduro pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, sem sequer ter apresentado a ata de votação, é “vergonhoso” e é “engatinhar” diante dos EUA.

O Governo do Brasil anunciou no dia 8 de agosto que ordenou a retirada da embaixadora da Nicarágua em Brasília, Patrícia Castro Matus, em decorrência da “aplicação do princípio da reciprocidade” após a expulsão do embaixador brasileiro em Manágua, Breno Souza da Costa, informou o Ministério das Relações Exteriores.

O Itamaraty afirmou na ocasião que a expulsão do embaixador não representava ruptura nas relações diplomáticas e que todos os serviços de consulta prestados à população brasileira residente na Nicarágua seriam mantidos.

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