O PL oficializou, na manhã desta sexta-feira (24), as candidaturas do deputado estadual Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro e do senador Carlos Portinho à reeleição. Os nomes foram homologados durante a convenção estadual da legenda, realizada na sede do partido, no Centro do Rio.
O encontro foi restrito aos integrantes do PL. A convenção também aprovou as chapas do partido para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e para a Câmara dos Deputados.
Presidente da Alerj, Douglas Ruas foi confirmado como o nome do partido na disputa pelo Palácio Guanabara. O candidato, porém, ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice.
Já Carlos Portinho tentará conquistar um novo mandato no Senado. Ele assumiu a cadeira em 2020, após a morte do senador Arolde de Oliveira.
“Nós percorremos, nos últimos meses, todo o estado do Rio de Janeiro. O nosso plano de governo foi construído ouvindo as pessoas, entendendo as características de cada região do nosso estado. Podemos ver o tamanho da força do PL e eu tenho certeza absoluta de que nós temos o melhor time em cada região”, declarou Douglas Ruas.
A convenção reuniu lideranças do bolsonarismo no estado. Estiveram presentes o presidente estadual do PL, deputado federal Altineu Côrtes, e os prefeitos Marcelo Delaroli, de Itaboraí, e Capitão Nelson, de São Gonçalo.
Também participaram a deputada federal Dani Cunha, os deputados federais Hélio Negão e Carlos Jordy, o deputado estadual Rodrigo Amorim, o deputado estadual Filipe Poubel, o vereador Poubel, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Jorge Felippe Netto.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, não compareceu. Ele enviou uma mensagem em áudio, reproduzida durante a convenção.
“O Rio está sequestrado por narcoterroristas e por pessoas que só pensam em poder”, afirmou Flávio Bolsonaro.
“Que Deus abençoe a companhia de todos. Vamos resgatar o Brasil e o Rio”, acrescentou o senador.
Ruas cita reconciliação entre Flávio e Michelle
Durante o evento, Douglas Ruas também comentou a reaproximação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os dois protagonizaram uma crise pública nas últimas semanas.
Ruas classificou o pedido de desculpas feito por Flávio como um “gesto de humildade”. Segundo ele, a resposta de Michelle foi um exemplo de união dentro do grupo político.
“Que todos nós possamos ter união aqui dentro do PL. Quem, por algum motivo, tenha tido alguma diferença com outro pré-candidato, hoje é o dia de selarmos a paz e a união para colocarmos o nosso estado do Rio e a nossa nação em primeiro lugar”, declarou Douglas Ruas.
A crise começou após uma disputa sobre a estratégia do PL no Ceará. Michelle Bolsonaro criticou a aproximação do partido com o ex-governador Ciro Gomes, do PSDB, o que abriu uma divergência dentro da legenda.
Em junho, a ex-primeira-dama publicou vídeos nas redes sociais. Ela afirmou que havia sido “maltratada” e “humilhada” por Flávio e contou que os dois não se falavam desde o fim de 2025.
Na quinta-feira (23), Flávio Bolsonaro publicou um vídeo no qual pediu desculpas por “momentos que causaram desconforto”. O senador convidou Michelle para “caminharem juntos na missão de defender o Brasil”. A ex-primeira-dama respondeu que aceitava o pedido de desculpas.
Chapa do PL ainda está incompleta
Apesar da confirmação dos principais candidatos, o PL ainda não definiu quem será o vice de Douglas Ruas. Também segue aberta a escolha do segundo candidato do grupo ao Senado.
As duas vagas permanecem em negociação enquanto o partido tenta manter a aliança com a federação formada por União Brasil e PP. As legendas podem fazer mudanças e registrar seus candidatos até o encerramento do período de convenções, em 5 de agosto.
A vaga de vice ficou aberta após o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, do PP, desistir de participar da chapa. Ele já vinha faltando a eventos públicos ligados à pré-candidatura de Ruas.
No Senado, a indefinição envolve a substituição do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, nome inicialmente indicado pelo União Brasil.
A candidatura de Canella entrou em turbulência depois que ele foi preso em flagrante. Um fuzil foi encontrado no carro do ex-prefeito durante uma operação da Polícia Federal, realizada no início de julho.
O PL pretende realizar um evento político de maior porte no Maracanãzinho, em 22 de agosto. O partido planeja apresentar a chapa completa e reunir suas principais lideranças nacionais. A expectativa é de que Flávio Bolsonaro participe do ato.