
O Partido Liberal (PL) já botou seus principais nomes em movimento no Rio de Janeiro e prepara um ato no Centro do Rio com cara de largada para 2026. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro, tratado nos bastidores como pré-candidato à Presidência. Do outro, Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, apontado como nome do partido para o Palácio Guanabara. As informações são do blog Fala Rio.
No sábado, 7 de março, Douglas Ruas participa de um encontro político no Centro de Convenções Expo Rio, na Cidade Nova — espaço conhecido por muita gente como o antigo SulAmérica. A expectativa é reunir vereadores, prefeitos e lideranças dos partidos que caminham na aliança: PL, Federação União Progressista, Mobiliza, Avante, Agir e PRTB.
A presença de Flávio Bolsonaro é tratada como o ponto alto do evento. Aliados têm vendido o ato como demonstração de força da direita fluminense, já com o olho nas próximas eleições. “Nos bastidores, aliados classificam o ato como uma demonstração de força da direita fluminense já de olho nas eleições”, diz o texto de divulgação.
O endereço também virou assunto, porque o centro de convenções fica ao lado da Prefeitura do Rio, comandada por Eduardo Paes (PSD), possível adversário no cenário estadual. Integrantes do PL insistem que a escolha foi só logística. “Integrantes do partido garantem que a escolha foi apenas logística”, afirmam.
Parque RJ será vitrine em São Gonçalo
Antes do ato no Centro, Douglas Ruas tem outra agenda marcada para este domingo (1º): a inauguração do Parque RJ, em São Gonçalo, sua base eleitoral. O espaço foi construído na área do antigo Piscinão, perto da BR-101, no bairro Boa Vista.
O convite do evento é assinado pelo prefeito Capitão Nelson — pai de Douglas —, pelo governador Cláudio Castro e pelo próprio secretário. Também é aguardada a presença do deputado federal Altineu Côrtes (PL), vice-presidente da Câmara. A leitura interna é que a inauguração deve servir como vitrine política em um dos redutos mais fortes do grupo.
Com agenda cheia e articulações andando, o PL tenta mostrar que não quer entrar na disputa “no improviso”. A ideia é chegar com palanques montados e alianças alinhavadas.