Durante a apresentação do painel “Cultura o Ano Todo”, no Rio2C, realizado na Cidade das Artes, Eduardo Cavaliere (PSD), lançou o Plano de Investimentos na Cultura e no Audiovisual Carioca, com investimento de R$ 225 milhões até 2028, No período, a administração municipal lançará políticas públicas, editais e programas voltados ao desenvolvimento do setor cultural, ao fomento e à valorização da produção artística e da memória da cidade. Também participaram do anúncio o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares; o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, e o presidente da Riofilme, Leonardo Edde.
Na ocasião, Cavaliere fez um balanço dos resultados das políticas públicas e dos mecanismos de fomento culturais executados desde 2021, além de adiantar as ações para o segundo semestre de 2026. O prefeito destacou a assinatura de acordos para a “liberação de um investimento recorde, que mais uma vez coloca a cidade do Rio numa posição de protagonismo nessa indústria tão importante que é o audiovisual”.
Segundo Cavaliere, os recursos financiarão centenas de produções, abrindo vagas de emprego e gerando renda. Esse ecossistema, ainda segundo o prefeito, deve posicionar o Rio de Janeiro como “um lugar relevante no mundo”.
“A indústria do audiovisual é estratégica para o nosso país e coloca o Brasil numa posição de muito protagonismo. As produções internacionais têm procurado o Rio de Janeiro para gravar aqui. É uma indústria que precisa ser incentivada, e a gente continua crescendo com ela, avançando e fazendo o Rio de Janeiro cada vez mais a capital do audiovisual no Brasil e no mundo”, disse Eduardo Cavaliere.
O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, considerou o momento histórico para a capital fluminense:
“Apresentamos um balanço do que aconteceu, um compromisso com o presente e um olhar para o futuro, mostrando que desde 2021 a Prefeitura do Rio encara a cultura como estratégia de desenvolvimento, de cidadania, de soberania. É um papel que o Rio assume perante a si próprio e o Brasil. A gente fez um balanço desse federalismo cultural, com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura, mostrando que existe um plano. Esse plano é o investimento em instituições culturais que estão na cidade inteira, não só nos equipamentos próprios”, disse.
Entre as principais medidas a serem a implantadas pelo programa cultural está a criação de uma política de fomento em fluxo contínuo, com editais focados no fortalecimento das instituições culturais e agilização na aprovação e liberação de recursos. Com um modelo especial, o fomento contemplará projetos de diferentes formatos e escalas, com valores de até R$ 50 mil ou R$ 200 mil por iniciativa, somando R$ 4 milhões de investimento.
A cultura carioca contará ainda com novos editais para pesquisa e residências artísticas, com investimento de R$ 5,5 milhões para seleção de 80 propostas. Na frente de valorização regional, serão selecionadas 15 propostas, com investimento de R$ 3,75 milhões, para fortalecer iniciativas culturais e ampliar o acesso às políticas públicas de cultura.
O prefeito do Rio reforçou também a continuidade do programa de premiação para coletivos culturais, para valorizar manifestações de cultura popular e urbana locais. Ao todo, serão contempladas 55 propostas, com investimento de R$ 2,2 milhões.
O plano prevê ainda novas ações para as áreas de Acervo e Memória, desenvolvendo ações de catalogação, preservação e valorização de acervos cariocas. Também foram detalhados os projetos em desenvolvimento da Biblioteca dos Saberes e do Centro Cultural Rio Áfricas, equipamentos previstos para a Praça Onze e o Cais do Valongo, respectivamente.
O secretário executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, celebrou o lançamento do programa: “Vamos fazer do Rio de Janeiro uma cidade que pulse ainda mais cultura nos próximos anos”.
