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Primeira linha de ônibus que não aceita pagamento em dinheiro começa a circular no Rio

Foto: Iago Campos/Prefeitura do Rio

A linha de ônibus 634 (Bananal–Saens Peña) começou a operar neste domingo (17/05) sob responsabilidade da MOBI-Rio e se tornou a primeira da cidade do Rio de Janeiro a funcionar sem aceitar pagamento em dinheiro.

O início da operação foi acompanhado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e pelo secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes. De acordo com a prefeitura, a mudança ocorreu após reclamações sobre a qualidade do serviço prestado pela antiga empresa responsável pela linha, que liga a Ilha do Governador à Tijuca.

Durante a inauguração do novo modelo, Cavaliere destacou os impactos da retirada do dinheiro em espécie nos coletivos. Segundo ele, a medida deve reduzir o tempo de embarque, aumentar a segurança e permitir que os motoristas mantenham atenção exclusiva na condução do veículo.

A prefeitura também confirmou que, a partir de 30 de maio, todos os ônibus municipais do Rio passarão a operar apenas com pagamentos eletrônicos. O sistema seguirá o modelo já adotado no BRT e no VLT, aceitando cartões Jaé e Riocard, neste último caso apenas para viagens integradas pelo Bilhete Único Intermunicipal (BUI).

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, apenas 9% das passagens ainda são pagas em dinheiro atualmente. Mesmo assim, a mudança gera opiniões divergentes entre passageiros e trabalhadores do setor.

Com a nova regra, os ônibus municipais deixarão de aceitar dinheiro em espécie. O pagamento poderá ser realizado exclusivamente por cartões ou pelo aplicativo Jaé. Os motoristas também deixarão de vender passagens e fornecer troco.

Para utilizar integrações tarifárias entre ônibus municipais, os passageiros precisarão usar o cartão preto do Jaé, vinculado ao CPF, ou o aplicativo oficial do sistema. Já o cartão verde unitário, que não possui identificação do usuário, continuará disponível apenas para viagens avulsas, sem direito à integração.

De acordo com Jorge Arraes, a restrição ocorre para evitar fraudes. Segundo o secretário, cartões sem vínculo com CPF facilitam irregularidades no sistema por serem de uso livre, sem identificação do portador.

Turistas e visitantes poderão utilizar o cartão verde unitário ou o aplicativo Jaé para pagar as passagens sem necessidade de cadastro de CPF.

A prefeitura informou ainda que a cidade conta com cerca de 2 mil pontos de recarga distribuídos em diferentes regiões. Muitos deles aceitam pagamento em dinheiro, além da possibilidade de recarga diretamente pelo aplicativo.

O modelo sem circulação de dinheiro já funciona atualmente no sistema BRT e serviu de base para a expansão da medida aos ônibus municipais convencionais.

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