O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado do Rio de Janeiro, promovido pela Band no último domingo (09/08), expôs forte polarização, críticas contundentes ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que não esteve presente, e embates diretos sobre alianças partidárias e a crise na segurança pública.
No estúdio, estiveram presentes os candidatos Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj); Anthony Garotinho (Republicanos), ex-governador do estado; William Siri (PSOL), vereador carioca; e o humorista e apresentador André Marinho (Novo).
Ataques à ausência e ao patrimônio de Eduardo Paes
A ausência de Eduardo Paes (PSD) serviu de munição para os oponentes durante quase todo o confronto:
- Promessa Descumprida: André Marinho chamou Paes de “fujão” e resgatou declarações da campanha de 2024, quando o ex-prefeito prometera não deixar a prefeitura do Rio para disputar a eleição estadual.
- Patrimônio Declarado: Anthony Garotinho questionou os R$ 189 mil em bens declarados por Paes à Justiça Eleitoral, mencionando ainda a posição do irmão do ex-prefeito na executiva do banco BTG Pactual.
- Agressões e Posições: Douglas Ruas cobrou o ausente ao citar episódios passados envolvendo Paes e mulheres, afirmando que “no meu governo, agressor de mulher vai para a cadeia”.
Embates diretos: “Pupilo”, Alerj e operações da Polícia Federal
Douglas Ruas também virou alvo predileto dos adversários em função de sua trajetória na gestão estadual e na Alerj:
“Você disse que seu sonho era ver Rodrigo Bacellar governador. Se nós não tivéssemos uma operação da PF colocando Bacellar na cadeia, ele seria o governador. Isso indica que o Comando Vermelho seria o governador”, disparou William Siri (PSOL), chamando Ruas de “pupilo” do ex-presidente da Casa.
Ruas rebatia as acusações argumentando ter “identidade própria” e argumentando que “nunca escolheu chefe, mas sim missão”, além de declarar que não participou da votação da Alerj relacionada à prisão de Bacellar por não estar na Casa.
Segurança Pública e propostas para o combate ao crime
A segurança dominou o tom das propostas e dos discursos mais inflamados:
- Ameaças Diretas a Lideranças de Facções: André Marinho citou nomes como Doca, Naval e Peixão. “Vamos atrás de vocês e vamos prender vocês. E se vocês resistirem, vamos matar vocês”, prometeu.
- Modelo Bukele: Anthony Garotinho citou a política de encarceramento em massa promovida pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência para erradicar facções no estado.
- Alerj e Milícias: Garotinho disparou ainda contra o sistema político ao definir o Rio sob a influência do “tráfico, da milícia e da Alerj: três organizações criminosas infestadas de bandidos”.