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Professores da Uerj mantêm greve e aguardam decisão do STF sobre royalties

UERJ — Foto: George Magaraia

A greve dos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) segue sem previsão de término. Em assembleia realizada nesta segunda-feira (28/04) a Associação de Docentes da Uerj decidiu, de forma unânime, manter a paralisação iniciada em 25 de março, em meio à expectativa de avanços nas negociações com o governo estadual.

O próximo encontro entre representantes da categoria e o governador em exercício Ricardo Couto está marcado para a próxima segunda-feira (04/05). A reunião acontece em um momento de atenção no cenário fiscal do estado, já que o Supremo Tribunal Federal deve julgar no próximo dia 6 de maio a ação sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, decisão que pode afetar diretamente as receitas do Rio de Janeiro.

Em tratativas anteriores com a reitoria da universidade, Couto sinalizou que pretende aguardar o desfecho do julgamento antes de avançar nas discussões sobre as demandas apresentadas pela Uerj. A avaliação do governo é de que o resultado do STF pode alterar o espaço orçamentário do estado e, consequentemente, a capacidade de atendimento das reivindicações.

Na assembleia desta semana, os docentes definiram que vão levar ao governo a proposta de retomada dos auxílios saúde e educação no contracheque. A categoria considera a recomposição desses benefícios uma das prioridades imediatas da negociação.

Além disso, seguem na pauta dos professores a recomposição salarial diante das perdas inflacionárias, a volta dos triênios para todos os servidores e a recomposição do orçamento da universidade para fechamento do exercício fiscal. Políticas de permanência estudantil e assistência aos alunos também fazem parte das reivindicações.

A mobilização na universidade não se limita ao corpo docente. Os servidores técnico-administrativos da Uerj também permanecem em greve por tempo indeterminado. O Sintuperj, que representa a categoria, deve reavaliar o cenário em assembleia marcada para esta terça-feira, o que pode influenciar os rumos da paralisação dentro da instituição.

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