A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) analisa um projeto de lei que reconhece a supertrilha Volta ao Rio como de relevante interesse turístico, esportivo, ambiental e cultural do estado. A proposta é de autoria do deputado estadual Vinicius Cozzolino.
O Projeto de Lei nº 7615/2026 também institui o Circuito Turístico Estadual Volta ao Rio, voltado à promoção do turismo de natureza, do ecoturismo, dos esportes ao ar livre e da valorização do patrimônio ambiental e cultural fluminense.
Segundo o texto, a supertrilha reúne trilhas, travessias, rotas de cicloturismo, percursos aquáticos, caminhos de longo curso e áreas destinadas a atividades sustentáveis, como montanhismo, remo e turismo de aventura.
A proposta busca integrar regiões turísticas, unidades de conservação e pontos de interesse histórico, cultural, ambiental e paisagístico do Estado do Rio de Janeiro.
Circuito prevê trilhas, cicloturismo e turismo de natureza
Pelo projeto, o Circuito Turístico Estadual Volta ao Rio terá como objetivos incentivar o turismo sustentável, valorizar paisagens e patrimônios locais, promover práticas esportivas e fortalecer atividades como ecoturismo, cicloturismo, remo e trilhas de longo curso.
A iniciativa também pretende estimular o desenvolvimento econômico regional, com impacto em comunidades locais, guias turísticos, pequenos empreendedores, pousadas, restaurantes e operadores ligados ao turismo de aventura.
Na justificativa, Vinicius Cozzolino afirma que a Volta ao Rio reúne cerca de 3,5 mil quilômetros de trilhas, travessias, rotas ciclísticas, percursos aquáticos e caminhos integrados.
O circuito inclui trilhas já conhecidas, como a Transcarioca, além de áreas na Serra dos Órgãos, Serra da Bocaina, Região dos Lagos, Vale do Café, Costa Verde, Região Serrana e outras localidades de relevância turística e ambiental.
Poder Executivo poderá apoiar divulgação e estruturação
O projeto autoriza o Poder Executivo a apoiar ações ligadas ao circuito, como divulgação turística, campanhas educativas, sinalização, estruturação e manutenção dos percursos.
Também poderão ser estimuladas a capacitação de profissionais, a realização de eventos esportivos, culturais e ambientais, além de convênios e parcerias com entidades públicas e privadas.
As ações deverão seguir princípios de sustentabilidade ambiental, preservação dos ecossistemas, valorização das comunidades locais e turismo responsável.
A proposta não cria obrigações imediatas nem despesas obrigatórias para o governo estadual. O texto reconhece o interesse público da iniciativa e permite ações de apoio, fomento e integração institucional.
Para Vinicius Cozzolino, a criação do circuito pode ajudar a posicionar o Rio de Janeiro como referência em turismo de natureza e trilhas de longo curso, com potencial de atração nacional e internacional.