O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se emocionou e chorou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao falar sobre a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A cena ocorreu nesta sexta-feira (17), durante evento na Fiocruz, na Zona Norte do Rio.
Com a voz embargada, o desembargador agradeceu ao presidente pelo acordo que mudou as condições de pagamento da dívida fluminense com a União. Ao terminar a fala, Couto foi abraçado por Lula, enquanto parte do público gritava “fica, fica”.
Durante o discurso, Ricardo Couto afirmou que o Governo Federal demonstra “carinho” pelo Rio de Janeiro. Ele também destacou que a economia obtida com a renegociação deverá ser direcionada a áreas sociais, com atenção para a educação. “Ao assinar o Propag, o presidente da República exigiu, no bom sentido, que a economia feita pelo estado fosse projetada para atuações sociais, principalmente no âmbito da educação”, afirmou .
O governador em exercício disse ainda que a experiência no Judiciário lhe ensinou que quem ocupa um cargo público precisa ter sensibilidade para compreender as necessidades da população.
“Nesta minha fala, volto a dizer que não tenho a cancha política, mas tenho a sensibilidade mencionada aqui do julgador. E, às vezes, eu me emociono. Eu gostaria de agradecer ao presidente”, disse Ricardo Couto, antes de interromper o discurso por alguns segundos.
Adesão do Rio ao Propag
Ricardo Couto e Lula assinaram o termo de adesão do Estado do Rio ao Propag em 22 de junho, no Palácio Guanabara. O programa permite ampliar o prazo para o pagamento das dívidas estaduais e reduzir os encargos cobrados pela União. Em contrapartida, o estado precisa realizar investimentos em áreas consideradas estratégicas.
Entre as medidas previstas para o Rio estão investimentos em educação profissional técnica, universidades estaduais, ensino infantil e escolas em tempo integral. O estado assumiu o compromisso de aplicar R$ 900 milhões em ações de educação.
Antes da entrada no Propag, o Rio pagava cerca de R$ 490 milhões por mês à União, valor limitado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o novo programa, a prestação inicial deve cair para aproximadamente R$ 113 milhões mensais e aumentar de forma gradual ao longo dos próximos cinco anos.
As informações são do portal Tempo Real.