
Os Frades Capuchinhos do Rio de Janeiro e os moradores da Tijuca festejaram, na noite de quarta-feira (5), o décimo aniversário de elevação do Santuário de São Sebastião à dignidade de Basílica Menor. O título foi concedido pela Santa Sé em 2015, ano em que a capital fluminense festejou os 450 anos da sua fundação. Com a mudança, a Igreja passou a ser oficialmente chamada de Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos.
À frente da celebração esteve o Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que, há 10 anos, conduziu a cerimônia solene que concedeu o título à igreja, em nome do Papa Francisco.
“Naquele ano em que o Rio de Janeiro celebrava seus 450 anos, reafirmamos a ligação histórica entre a cidade e o seu padroeiro, São Sebastião, devoção que acompanha nossa história desde a fundação e que continua a inspirar a fé e a esperança de nosso povo,” disse Dom Orani.
Em agradecimento às palavras do Arcebispo do Rio, frei Adriano mencionou a generosidade divina com a Basílica e a sua comunidade durante o Ano Jubilar:
“Celebrar este jubileu, caros irmãos e irmãs, é recordar o quanto Deus tem sido generoso com esta casa, conosco, frades capuchinhos e com o povo que aqui se reúne diariamente. É também reconhecer, com gratidão, o pastoreio de V. Em.ª que sempre nos acompanha com solicitude e carinho, confirmando-nos na fé e fortalecendo os laços de comunhão que nos unem como igreja,” afirmou o religioso.

A elação da Santuário de São Sebastião à dignidade de Basílica Menor deu-se através de um decreto pontifício emitido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O documento foi assinado pelo então prefeito, Cardeal Robert Sarah, e pelo secretário, Dom Arthur Roche. A medida consolidou a posição do templo como referência espiritual, histórica e cultural, reconhecendo-o como centro de oração, unidade eclesial e de peregrinação.
Herdeiro de uma história que teve início no alto do Morro do Castelo, o Santuário Basílica de São Sebastião continua a desempenhar a função deu farol de fé no coração da Tijuca, inspirando gerações de fiéis a manter viva a devoção ao santo padroeiro do Rio de Janeiro, ao longo desses dez anos.
Um pouco de História:
A fundação do Rio de Janeiro e a trajetória da Igreja de São Sebastião estão intimamente ligadas. O templo, que foi originalmente erguido no Morro do Castelo, abrigava preciosas relíquias ligadas à fundação da cidade, entre as quais: os restos mortais de Estácio de Sá, fundador do Rio, tombado em 1567; o marco zero da cidade, datado de 1565; e a imagem de São Sebastião, esculpida em 1563.
Em 1922, com a demolição do Morro do Castelo, a igreja foi destruída, marcando o fim de um ciclo. Com a devoção em prática e amparados pela fé e pela tradição, os Frades Capuchinhos reconstruíram o templo a Tijuca.
O Santuário foi inaugurado em 15 de agosto de 1931, com as relíquias históricas sendo guardadas em suas dependências; eternizando a memória e o vínculo entre a cidade e São Sebastião.
