
A Prefeitura do Rio inaugurou neste domingo (2/11) o Solário Carioca, usina solar fotovoltaica de 5 megawatts instalada em Santa Cruz, na Zona Oeste. O projeto, desenvolvido em parceria com a C40 Cities e a agência alemã GIZ, transforma um antigo aterro sanitário em polo de energia limpa, e deve gerar uma economia anual de cerca de R$ 2 milhões aos cofres municipais.
Durante a cerimônia, o prefeito Eduardo Paes destacou o caráter simbólico e prático da iniciativa: “Transformamos um aterro sanitário subutilizado em um polo de geração de energia limpa. Essa transição para a energia renovável reduz emissões, economiza mais de R$ 2 milhões por ano e ainda gera 234 empregos diretos e 60 indiretos. É uma decisão acertada do ponto de vista ambiental e econômico.”
Com 9.240 painéis solares distribuídos em uma área de 8,4 hectares — parte de um total de 15 hectares —, o Solário Carioca será capaz de produzir energia suficiente para abastecer cerca de 100 escolas municipais por dia. A meta da Prefeitura é expandir o modelo e atingir 20 megawatts de potência até 2028, aproveitando outras áreas ociosas da cidade.
A construção da usina foi concluída em apenas cinco meses, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O consórcio privado Rio Solar investiu R$ 45 milhões no projeto, sem custo direto para o município. O contrato prevê concessão de 25 anos, com energia 100% limpa e 20% mais barata para a Prefeitura.
O diretor-executivo da C40 Cities, Mark Watt, ressaltou o impacto global do projeto: “O Solário Carioca faz parte de uma rede de 38 projetos em 30 cidades, beneficiando diretamente mais de 1,2 milhão de pessoas. São mais de 2 bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura sustentável.”
Representando o governo britânico, Simon Stevens elogiou o modelo de parceria e o potencial de transformação social: “O Solário Carioca é um exemplo inspirador de transição justa. Além da mitigação de emissões, cria oportunidades para jovens e comunidades locais.”
O evento contou também com a presença do cônsul-geral da Alemanha, Jan Freigang, e do diretor da GIZ Brasil, Jochen Quinten, reforçando o caráter internacional da iniciativa.
O mecanismo de financiamento CFF (Cities Finance Facility), usado para viabilizar o projeto, foi lançado em 2015 na COP21, em Paris, quando Eduardo Paes presidia a C40. O programa, que completa dez anos em 2025, apoia cidades na implementação de projetos de infraestrutura sustentável com recursos dos governos da Alemanha e do Reino Unido.
Além da economia e da geração de empregos, o impacto ambiental é expressivo: a usina deverá evitar a emissão de 40 mil toneladas de CO? por ano, o equivalente à retirada de 25 mil veículos das ruas. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, consolidando o Rio como referência em inovação energética e sustentabilidade urbana.