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Tá na Rua faz cortejo de Yemanjá e Bloco do Seu Zé na Lapa em fevereiro

O Grupo Tá na Rua abre 2026 com o calendário de rua garantido e já coloca dois eventos tradicionais na agenda do começo de fevereiro: o Cortejo de Yemanjá, no dia 2, e o Bloco do Seu Zé, no dia 7, ambos com saída da sede do grupo, na Lapa. As ações fazem parte do projeto Tá na Rua 45 Anos – Reciclando as Estruturas, contemplado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas.

O cortejo dedicado a Yemanjá chega à 16ª edição. A concentração é na Casa do Tá na Rua, nos Arcos da Lapa, e o grupo segue em caminhada até a Praia do Flamengo, onde será entregue um balaio com oferendas. No trajeto, quem acompanha vai cantando músicas da MPB que falam da orixá ou puxam o tema do mar.

Poucos dias depois, é a vez do Bloco do Seu Zé, que homenageia Zé Pilintra e ocupa as ruas da Lapa na 18ª edição. O bloco sai da Casa do Tá na Rua, vai em direção à Escadaria do Selarón, saúda o Santuário de Zé Pilintra, segue pela Rua Joaquim Silva com músicas próprias do grupo e, na volta, entra no modo marchinha para fechar na porta de casa, sempre com participação do público do começo ao fim.

Em paralelo, o grupo também promove as Oficinas de Carnavalização do Teatro, gratuitas, às terças e quintas, até 10 de fevereiro, na sede do Tá na Rua. A ideia é manter viva a linguagem do coletivo, que mistura teatro improvisado, carnaval e cultura religiosa.

A artista Luciana Pedroso, do Tá na Rua, diz que o apoio da Funarte amplia a capacidade de manter o grupo em circulação e com presença constante nas ruas. “Com o aporte da Funarte todas as nossas ações serão potencializadas. O objetivo maior é o fortalecimento do grupo, que impacta diretamente ao que proporcionamos ao público”, afirmou.

Ela também explica que a linguagem do Tá na Rua passa por uma mistura constante do sagrado com o profano, num formato que o grupo chama de “liturgias carnavalizadas”. “Baseado nisso, o Tá na rua cunha o termo LITURGIAS CARNAVALIZADAS, onde o sagrado e o profano se encontram numa manifestação teatral. Assim são nossos cortejos”, disse Luciana.

Na visão dela, a carnavalização funciona como ferramenta política e estética para quebrar seriedade, mexer com hierarquias e criar espaço para o riso como forma de crítica. “As coisas são assim, mas elas podem ser diferentes”, resumiu Luciana Pedroso, ao falar do tipo de teatro popular que o grupo busca construir há décadas no Rio de Janeiro.

Serviço
Cortejo de Yemanjá
Quando: 02 de fevereiro
Horário: 15h
Saída: Casa do Tá na Rua (em direção à Praia do Flamengo)
Endereço: Av. Mem de Sá, 35 – Lapa

Bloco do Seu Zé
Quando: 07 de fevereiro
Horário: 19h
Saída: Casa do Tá na Rua (em direção à Escadaria Selarón)
Endereço: Av. Mem de Sá, 35 – Lapa

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