
No final de outubro, funcionários do Parque Estadual do Desengano do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no município de Campos dos Goytacazes, flagraram um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) se exibindo em uma árvore. Os guarda-parques Aurenio Perrut e Ivan Mota, faziam o manejo de uma trilha quando avistaram a animal exibindo o seu talento em escaladas.
Devido as suas garras afiadas, o tamanduá-mirim consegue subir em árvores com destreza. A animal também usa a cauda para se locomover e se firmar nos troncos. A espécie, que é tanto arbóreo quanto terrestre, alimenta-se de formigas e cupins, e é encontrada na Mata Atlântica e outros biomas.
O tamanduá-mirim é de crucial importância para a natureza, pois alimenta-se de insetos, ajudando a controlar as suas populações, mantendo o equilíbrio do ecossistema.
Ao abrir formigueiros e cupinzeiros com as suas garras afiadas, o tamanduá-mirim ajuda a revolver e aerar o solo. A ação facilita o ciclo de nutrientes, contribuindo para a saúde do meio ambiente.
Sobre o parque
Ocupando 21.365,82 hectares, o Parque do Desengano foi criado em 1970, através do Decreto Lei Estadual nº 250/1970, sendo a mais antiga unidade de conservação fluminense. A unidade de conservação abrange parte dos municípios de Campos dos Goytacazes, São Fidélis e Santa Maria Madalena.
O parque é reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area): área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.