
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro analisa um projeto de lei que propõe a criação da funcionalidade ”Mulher para Mulher” no aplicativo ”Taxi.Rio”, pertencente à Prefeitura carioca. A medida foi apresentada pelo vereador Marcio Ribeiro (PSD) e prevê uma opção de conexão exclusiva entre passageiras e motoristas mulheres dentro da plataforma.
Pelo texto, a ferramenta permitiria que passageiras escolhessem fazer corridas apenas com taxistas mulheres. Do outro lado, as motoristas também poderiam optar por aceitar somente chamadas feitas por mulheres. A adesão seria facultativa para os dois lados, sem obrigação de uso por passageiras ou condutoras.
A proposta determina ainda que o Poder Executivo adote as medidas necessárias para implementar a novidade no aplicativo. Entre os pontos previstos estão a identificação voluntária das motoristas interessadas, a proteção dos dados pessoais das usuárias e taxistas, a exibição clara da opção no sistema e a realização de campanhas informativas.
O projeto também abre espaço para que a prefeitura promova ações de incentivo à participação feminina no serviço de táxi, em articulação com os órgãos competentes. Na prática, a ideia combina dois eixos: ampliar a sensação de segurança para as passageiras e estimular a presença de mais mulheres na categoria.
Na justificativa, Marcio Ribeiro afirma que a proposta busca aumentar a segurança, o conforto e a confiança das usuárias do transporte individual no município. O vereador também sustenta que a medida se inspira em políticas públicas já conhecidas, como espaços exclusivos para mulheres em trens e metrôs, e defende o uso da tecnologia como ferramenta de proteção e humanização do serviço.
O projeto mira um aplicativo que já faz parte da estrutura oficial de mobilidade da prefeitura. O Táxi Rio foi criado como plataforma pública para aproximar passageiros e taxistas regularmente cadastrados no município, funcionando como ferramenta de intermediação de corridas e gestão do serviço.
Hoje, o aplicativo já oferece à população a possibilidade de solicitar corridas com taxistas registrados, visualizar motoristas próximos e acompanhar informações do serviço. A proposta agora tenta adicionar a esse ambiente uma camada de escolha voltada especificamente ao público feminino.
Se avançar, a medida pode virar mais um capítulo da disputa por modernização do táxi no Rio, num momento em que o setor tenta ganhar novas funções, ampliar público e se diferenciar também por critérios de segurança e confiança.