
O teólogo Leonardo Boff será condecorado com o Prêmio Marielle Franco pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), como determina o Projeto de Resolução 568/23, de autoria da deputada Renata Sousa (PSol), aprovado em discussão única, na quarta-feira, dia 11 de fevereiro.
Filósofo, Boff é autor de mais de 60 livros religiosos. O ex-sacerdote franciscano, nasceu em Santa Catarina em 1938 e é reconhecido internacionalmente como defensor dos direitos humanos. Em 1959, ingressou na Ordem dos Frades Menores.
Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, além de atuar como docente e professor-visitante em importantes universidades do Brasil e do exterior, como Lisboa, Salamanca, Harvard, Basel e Heidelberg.
No Brasil, Leonardo Boff alcançou destaque, sobretudo, por sua atuação à frente da Teologia da Libertação, corrente que articula a fé cristã com a luta social. Por conta de suas posições políticas e teses ligados ao movimento, Boff foi submetido a processos no Vaticano nos anos 1980, tendo deixado o sacerdócio em 1992, passando a atuar como leigo.
Desde então tem mantido intensa atividade intelectual, como conferencista e assessor de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e as Comunidades Eclesiais de Base (CEB).
Desde 1993, Leonardo Boff integra o corpo docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde se tornou professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia.
O Prêmio Marielle Franco é concedido a personalidades ligadas a ações de promoção, valorização ou defesa dos direitos humanos no Estado do Rio.