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TJRJ anula sessão que elegeu Douglas Ruas como novo presidente da Alerj

Deputado estadual foi eleito nesta quinta-feira (26) e poderia assumir a o governo do Rio de Janeiro

Reprodução/AlerjDouglas Ruas, presidente da Alerj

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou no final da tarde desta quinta-feira (26) a eleição que nomeou o deputado estadual e pré-candidato ao governo, Douglas Ruas (PL-RJ), como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O antigo presidente, Rodrigo Bacellar (União), teve o mandato cassado nesta semana.

A decisão veio poucas horas depois da votação em sessão extraordinária que elegeou Ruas como novo presidente da Alerj com 45 voto a favor e nenhum contra.

Segundo a desembargadora, Suely Lopes Magalhães, a votação só deveria acontecer depois da recontagem dos votos de Bacellar, aí sim, poderia haver a eleição de um novo presidente da Assembleia. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) convocou para terça-feira (31), às 15h, o reprocessamento da totalização dos votos das Eleições de 2022, para o cargo de deputado estadual.

“A media é motivada pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o diploma do deputado estadual Rodrigo bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), anulando os seus 97.822 voto”, diz a nota. Bacellar teve o mandato cassado na terça-feira (24), assim como o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que passou a ficar inelegível por 8 anos.

O que está acontecendo no Rio de Janeiro?

O Rio de Janeiro, no momento, se encontra sem governador. Cláudio Castro (PL-RJ) renunciou na segunda-feira (23) do cargo para concorrer ao Senado. A decisão veio um dia depois da votação do TSE que acusou o ex-governador de de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e tornou Castro inelegível por 8 anos. O placar foi de 5 a 2 pela condenação. Com a maioria, o ex-governador do Rio de Janeiro está inelegível até 2030, o que impede que ele dispute o Senado nas eleições deste ano.

Quem deveria assumir o governo era o vice-governador, Thiago Pampolha, entretanto, ele renunciou em 2025 e assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Na linha sucessória, aparecia o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), entretanto, ele foi cassado na terça-feira na mesma votação que tornou Castro inelegível por 8 anos.

Atualmente quem ocupa essa função de governador é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. 

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