
A vereadora Gigi Castilho assinou, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, a filiação ao Partido Liberal (PL). A mudança ocorre pouco mais de um mês depois de a parlamentar receber, no início de janeiro, a carta de liberação do Republicanos, legenda pela qual se elegeu em 2024. Como houve autorização formal para a saída, ela não fica sob risco de perda do mandato por infidelidade partidária. As informações são de Berenice Seara/Tempo Real.
A entrada no PL teve recepção com figuras do partido no Rio. Estiveram presentes o senador Bruno Bonetti, presidente municipal da sigla, além dos vereadores Rogério Amorim e Poubel, colegas de Câmara Municipal do Rio.
Nas redes sociais, Gigi Castilho comentou a troca de partido. “Nesta segunda-feira, dei mais um passo na minha trajetória política ao oficializar minha filiação ao Partido Liberal (PL). Sigo com responsabilidade, compromisso e dedicação para continuar trabalhando pelo povo e por uma cidade cada vez melhor”, escreveu Gigi Castilho.
A filiação acontece em meio a um histórico recente de investigação. Em novembro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à vereadora, além de 15 empresas e outras 13 pessoas. A ação foi conduzida pela Delegacia de Defraudações e apura crimes contra a administração pública, fraudes na execução de contratos e suspeita de uso de empresas de fachada para desvio de dinheiro público.
Segundo a apuração, em 2019, Gigi Castilho fundou com o marido, Luciano Castilho, as creches comunitárias Deus é Fiel e Creche Escola Machado. As unidades tinham convênios com a Prefeitura do Rio e relação com empresas fornecedoras. A investigação cita suspeitas de que parte dessas empresas seja de fachada e tenha sido usada para desviar quase R$ 1,7 milhão. Luciano Castilho e Andreza dos Santos Adão, filha do casal, também foram alvos da operação.
Quinze dias após a ação policial, a Prefeitura do Rio anunciou que não renovaria, para 2026, o convênio com as creches ligadas à vereadora.