terça-feira, 3 de novembro de 2026 - 11:29

  • Home
  • Notícias
  • 23 horas de jejum: riscos e benefícios da dieta da Deborah Secco

23 horas de jejum: riscos e benefícios da dieta da Deborah Secco

Atriz seguiu a chamada dieta do jejum intermitente a causou polêmica ao dizer que ficava quase um dia todo sem comer

Deborah Secco é mãe da pequena Maria Flor e contou à revista “Glamour” como se cuidou durante a gravidez e manteve a forma depois do nascimento da primeira filha. A atriz chocou ao dizer que chegou a ficar 23 horas sem comer. A chamada dieta do jejum intermitente foi prescrita pela nutricionista de Deborah, Fernanda Muller. Na terça-feira (03), a especialista usou o Snapchat para afirmar que a atriz só seguiu a dieta e os longos períodos de jejum após a gestação, quando não estava nem mais amamentando Maria Flor: “Ela não fez nenhum jejum durante a gravidez”.

De acordo com a dieta, Deborah só deveria comer quando sentisse realmente fome. Nesse momento, poderia consumir o que quisesse, desde que fosse “bicho ou planta”, como disse para a revista. Com isso, a alimentação era a base de gordura e proteína e a atriz ficava diversas horas sem comer nada. Carboidratos só eram permitidos um dia na semana.

“É uma dieta nova ainda e acaba comendo duas vezes por dia”, fala o nutrólogo André Veinert. “Você fica muito tempo sem comer e, quando come, vai comer muito. Vai criando um vício e pode ser uma bomba no futuro”, analisa a também nutróloga Ana Luisa Vilela.

É possível emagrecer com essa dieta porque, mesmo comendo a quantidade que quiser de carne, por exemplo, não será a mesma quantidade de calorias de todas as refeições de um dia normal. Também é possível ficar mais tempo sem comer porque proteína e gordura dão uma sensação maior de saciedade do que um pão.

“A gordura e a proteína demoram mais para serem metabolizadas do que os carboidratos. Como demoram mais para serem digeridos, ficam mais tempo no corpo e dão essa sensação de saciedade por mais tempo”, explica André.

Longos períodos de jejum

Segundo Ana Luisa Vilela, essa dieta não parece muito saudável. “Até emagrece, mas o corpo vai queimar, independente do que seja. Pode perder até massa muscular”, ressalta.

Os médicos explicam que o corpo precisa de energia até receber mais uma dose de alimentos. No período sem comida, primeiro ele usa a glicose do fígado. Depois, parte para a glicose muscular. Por fim, consome a glicose das fibras musculares e dos tecidos. Por isso pode ocorrer a perda de massa muscular.

Além disso, um longo jejum pode desacelerar o metabolismo – e um metabolismo lento significa mais dificuldade para emagrecer. “Sem o alimento, o combustível, o corpo entra em estado de inanição e isso não é bom. Ele sabe que vai faltar alimento e acaba fazendo reservas. A longo prazo, isso diminui o metabolismo”, fala André.

“Vai enfraquecendo o corpo como um todo. A pessoa não vai ter energia nem para fazer exercícios e nem na parte cognitiva”, completa Ana Luisa.

Acompanhamento integral

Apesar de gerar controvérsias, Deborah Secco disse à revista que está bem e com todos os exames ótimos. Mas é importante lembrar que ela fez essa dieta com acompanhamento médico. “É uma dieta individualizada e é preciso ter cuidado para que não queiram seguir só para ter o corpo da Deborah Secco”, diz a nutricionista Roberta Stella.

No geral, os médicos e nutricionistas ainda indicam a tradicional dieta fracionada, na qual se come pequenas porções, várias vezes ao dia. “Não oriento esse tipo de padrão alimentar [com o jejum intermitente]. Acredito em uma alimentação variada, gradual, que respeite o corpo de cada um”, fala Roberta.

“O ideal é fazer intervalos de 3h, até 4h. É o tempo que se come, faz a digestão, a glicose é distribuída pela corrente sanguínea e, quando o nível está caindo, come de novo. Isso mantém um nível saudável”, explica Ana Luisa Vilela.

A ideia para se perder peso é a velha e conhecida dieta balanceada, comendo pequenas porções, variando nutrientes e fazendo boas escolhas, como trocar o carboidratado de alto índice glicêmico – arroz branco, farinha branca – por outros mais saudáveis – versões integrais, batata doce.

Nada de jejum durante a gestação

A nutricionista de Deborah Secco disse que a dieta do jejum intermitente não foi feita durante a gestação. E nem poderia. “Nunca pode estimular a perda de peso na gravidez, isso pode prejudicar o bebê. O que deve se fazer é manter o peso, nunca estimular a perda, mesmo em caso de obesidade”, alerta a nutricionista Maria Flavia Sgavioli.

É preciso extremo cuidado com dietas na gravidez. “Dependendo do grau de restrição da dieta, a mulher pode desnutrir, o que vai levar a um retardo no desenvolvimento do bebê. A mãe pode ter déficit de vitaminas e isso vai passar para a criança”, afirma André Veinert.

Até quem não for gestante deve tomar cuidado ao seguir alguma dieta da moda. “Uma pessoa saudável pode até tentar fazer essa dieta de jejum, mas o seguro é fazer por até um mês”, orienta Maria Flavia.

VEJA MAIS

No Rio, familiares soltam balões em homenagem ao Dia de Finados

Dezenas de pessoas participaram, no início da tarde desta segunda-feira (2), de uma cerimônia de…

Duas pessoas morrem em queda de asa-delta em São Conrado, no Rio

Duas pessoas morreram nesta segunda-feira (2), depois que uma asa-delta caiu na praia de São…

Desembargador assume governo de MS após licença de governador e vice

Terceiro na linha de sucessão ao governo de Mato Grosso do Sul em caso de…

Ir para o conteúdo