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Alunos do Ensino Médio poderão avançar de série mesmo reprovados em até seis matérias na rede estadual do Rio

Câmara dos Deputados

Alunos do Ensino Médio da rede estadual do Rio poderão avançar para a série seguinte mesmo que sejam reprovados em até seis disciplinas, desde que cumpram um regime de recuperação paralela definido pelas escolas. A nova regra, que já vale para este ano letivo, integra a Política Extraordinária Excepcional de Progressão Parcial, instituída por decreto do governador Cláudio Castro e regulamentada por resolução da Secretaria estadual de Educação (Seduc).

Segundo a norma, estudantes da 1ª e 2ª séries poderão ficar em até seis dependências por ano, concluindo o conteúdo pendente até o fim do primeiro trimestre do ano seguinte. No caso da 3ª série, a permissão será de até três disciplinas, com prazo até o primeiro trimestre do ano posterior para completar os requisitos e obter o certificado de conclusão do Ensino Médio.

Secretaria diz que objetivo é reduzir evasão escolar

A secretária de Educação, Roberta Barreto, afirma que a medida busca enfrentar os altos índices de abandono escolar registrados no Ensino Médio. “O Ensino Médio ainda concentra os maiores índices de evasão. Estudos mostram que o número elevado de dependências impacta na permanência do aluno. Precisamos garantir aos jovens as mesmas oportunidades já ofertadas em outros estados”, disse.

A Seduc destaca que o modelo de aprovação com dependência já é aplicado em pelo menos 15 unidades da federação, como Roraima, Rio Grande do Norte, Pará, Alagoas, Bahia, Piauí e Mato Grosso. O decreto estabelece ainda que a política terá validade de três anos consecutivos, durante os quais o acompanhamento pedagógico deverá ser contínuo. Caberá às escolas definir calendário, metodologia e estratégias de recuperação, que poderão ocorrer de forma presencial ou remota, individual ou em grupo.

Sindicato critica: “Desmonte do conhecimento do aluno”

A medida, porém, recebeu críticas do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ). A coordenadora-geral da entidade, Helenita Beserra, afirma que a progressão parcial foi implementada sem parecer do Conselho Estadual de Educação e acusa o governo de buscar elevar artificialmente o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Essa medida faz parte de uma política de desmonte do conhecimento do aluno, para aumentar o Ideb”, criticou. Helenita cita também outra iniciativa da Seduc: a gratificação de R$ 3 mil a professores que atingirem determinado percentual de aprovação, que varia conforme a série.

“Estão dando um cala-boca para os professores aceitarem abrir mão do ensino. Para disfarçar o Ideb, estão tirando do aluno o direito de aprender”, afirmou.

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