
O governador Cláudio Castro (PL) continua à frente do Governo do Estado até abril, adiantou o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), nesta terça-feira (17), segundo O Globo. Abril é o mês limite de desincompatibilização para concorrer nas eleições de 2026, quando Cláudio Castro deve disputar uma vaga no Senado. Nicola e Castro acompanham o terceiro dia de desfiles do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no camarote do governo.
A saída de Castro da governadoria estadual antes do fim do mandato obrigará o plenário da Alerj a eleger um substituto para um mandato-tampão, até o fim do ano. O nome forte de Cláudio é Nicola, que enfrenta resistências no PL.
Há muitas especulações quanto ao momento da saída de Cláudio Castro do governo. A mais premente delas é um pedido de cassação contra o chefe do Executivo fluminense no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo julgamento já está em andamento e deve prosseguir neste mês.
Segundo O Globo, alguns aliados do governador têm sugerido, reservadamente, que ele renuncie ao cargo antes do julgamento ser concluído. Correndo o risco de inelegibilidade, a saída seria uma tentativa de esvaziar o processo de cassação.
“O governador deve sair em abril mesmo. Acredito que ele vá até o limite (do prazo de desincompatibilização). Não há nenhum motivo para fazê-lo antecipar essa saída”, afirmou Nicola, que, de acordo com o veículo, espera saber se será candidato ao mandato-tampão. Isso só deve acontecer após uma reunião entre Castro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal e presidente do PL no Rio, Altineu Côrtes, na semana que vem.
A pedido de Claúdio Castro, o chefe da Casa Civil se filiou ao PL no fim de 2025. Nicola Miccione tem se reunindo com deputados estaduais para preparar terreno para concorrer.
Segundo o titular da pasta:“A ideia do governador é ter alguém de confiança, que possa cumprir o mandato, para que não haja descontinuidade da gestão. Foi o que ele conversou comigo. Agora estou aguardando a definição dele com Altineu e com o senador Flávio”, disse Miccione, cujo nome gera resistência junto a Flávio Bolsonaro. De acordo com O Globo, isso se deve ao fato de Flávio querer um governador-tampão que também dispute a eleição direta, em outubro.
Nicola e Castro, no entanto, teriam fechado um acordo apenas para disputar a eleição indireta – por votação na Alerj -, após a renúncia do governador, no primeiro semestre de 2026.