Um bicho-preguiça (Bradypus variegatus) foi solto na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), localizada em Paraty, no extremo Sul do Estado do Rio de Janeiro, no último domingo (3). Guardas parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) identificaram o animal, que havia sido retirado da rodovia BR-101 por moradores locais.
A preguiça foi então resgatada pelos agentes para a realizar avaliações clínicas. Após um período de análises, foi verificado que o animal não apresentava ferimentos ou comprometimentos clínicos.
O mamífero foi conduzido a uma área da Mata Atlântica, onde foi realizada a soltura seguindo os protocolos de manejo de fauna silvestre.

O gerente de Unidades de Conservação do Inea, Gabriel Lardosa, reforça que a população deve tomar cuidado ao se deparar com animais silvestres:
“É importante que a população não tente manipular os animais. Essas intervenções prejudicam e atrasam a reintrodução dos animais ao seu habitat natural”, disse ele, que parabenizou as equipes que realizaram “uma grande soltura, independentemente da imprudência”.
Cientificamente conhecido como Bradypus variegatus, o bicho-preguiça, é um mamífero reconhecido por seus hábitos lentos e sua preferência por uma vida arborícola.
A espécie desempenha um papel crucial no ecossistema. Com sua dieta, composta principalmente por folhas, o animal contribui para a reciclagem de nutrientes nas florestas tropicais.
O bicho-preguiça é encontrado nas Américas Central e do Sul e apresenta características físicas diferenciadas, como o corpo coberto por pelagem espessa e áspera. O animal possui ainda garras longas e curvas, adaptadas para se pendurar nas árvores.
Sobre a Reserva
Localizada em Paraty, no extremo sul fluminense, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação que ocupa uma área de 9.797 hectares, abrigando remanescentes de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos.
A REEJ foi criada em 1992, como objetivo de proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. No local, vivem cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa.
Toda a área da Reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).